sexta-feira

A simulação, a mentira e a perfídia deviam conhecer limites na política em Portugal: o mau PR e um péssimo Governo

Efeitos pré-eleitorais de mais uma reacção VAGAL.



Não é preciso ler os estudos sobre participação e representações sociais dos jovens na esfera pública, a maior parte dos quais encomendados e de má qualidade (e repetitivos), para compreender que mais de 50% se estão nas tintas para a política em Portugal. Ou seja, a maior parte deles não integra partidos políticos, não gosta de política, não lê documentos dessa natureza, não discute política, não intervém em associações de estudantes cívicas, sindicatos e não participa noutras organizações conexas que servem para ajudar a avaliar os interesses, motivações e participação dos jovens na vida pública do país. 
- Esse divórcio é, naturalmente, multifactorial, mas a baixa qualidade ética, moral e política do escol dirigente, designadamente ao nível das percepções de como os jovens avaliam os desempenhos do Presidente da República e do Governo (ainda em funções!!) - é que estão, verdadeiramente, na base dessa frustração, justificada pelo modo como os agentes políticos, a democracia e o ritmo de funcionamento que aqueles agentes políticos impõem às instituições em Portugal - funcionam. 
- Tal significa que a democracia em Portugal tem baixa qualidade porque a natureza do escol dirigente foi assaltada por interesses corporativos, pessoais e partidários, além da corrupção e das más opções na definição e consecução das políticas públicas;
- Tal significa que o PR tem feito tábua rasa das suas obrigações e deveres constitucionais, mentindo ao povo cujos interesses jurou defender;
- Tal significa que o XIX Governo (in)Constitucional jogo fora o Programa eleitoral com base no qual foi eleito, e aumentou a carga fiscal sem precedentes em Portugal. Às penhoras, confiscos e assaltos aos rendimentos e salários das pessoas e empresas - o Governo passou a designar de "reformas", e é assim que tem desgovernado o país, sempre ajoelhado a uma Europa subserviente a Merkel, cuja visão da União Europeia assenta exclusivamente no national interest germânico, e isso tem sido feito à custa duma draconiana austeridade que tem empobrecido as economias e as sociedades do Sul da Europa em prol das do Norte. 
- É por este conjunto de factores, intimamente associados entre si, que os jovens portugueses não podem acreditar numa única palavra proferida por Cavaco ou Passos Coelho (muito menos Portas, que não tem qualquer legitimidade democrática, pois está no governo de forma interesseira apenas para segurar uma coligação precária e contra-natura), que são ambos os expoentes que estiveram na base da emigração compulsiva que levou cerca de meio milhão de portugueses a sair e a não querer regressar nem a ouvir falar de Portugal, pelo menos  enquanto o rectângulo mal-frequentado estiver politicamente nas mãos daqueles que escavacaram tudo isto. Ou seja, os actuais representantes dos principais órgãos de soberania do Estado português. 

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