quinta-feira

Aumentou desigualdade de rendimentos e pobreza. Um governo fiscalmente pidesco



Nota prévia: A técnica de Passos Coelho, o alegado PM, é simples, salazarenta e radica no seguinte: instrumentalizar cirurgicamente a Autoridade Fiscal para instilar medo nos portugueses, atacando-os no seu calcanhar de Aquiles: o património e os rendimentos, gerando neles paralisia, medo e dependência a fim de perpetuar o mecanismo da obediência e do medo (circularmente). Assim, vergou uma classe média, empobrecendo-a com a especial ajuda da Troika, que abriu caminho às soit-disant reformas (vulgo, brutal carga fiscal, pois o Estado não se reformou, apenas fechou tribunais, desmantelou o SNS e pôs velhos contra novos, funcionários públicos contra funcionários do sector privado e esbulhou salários e executou penhoras sobre o património dos portugueses, etc). 
- E sobre isto, o que fez cavaco?! olhou para o lado, assobiou ao cochicho e mandou seguir este cadáver adiado que continua alegremente a destruir o que resta de Portugal e dos portugueses, agora também por via de privatizações ruinosas. Isto é um crime de lesa-pátria, mas parece que alguns alienados ainda não perceberam o tipo de prisão que criaram e querem continuar reféns dum bando de indigentes impreparados que da gestão da coisa pública apenas têm uma ideia: tributar, tributar, tributar, penhorar, penhorar, penhorar... Qualquer coisa será melhor do que esta prisão consentida. 
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Fosso entre os mais ricos e os mais pobres está ao nível mais alto dos últimos 30 anos, com os 10 por cento dos mais ricos a registarem em média 9,6 vezes o rendimento dos 10 por cento mais pobres

Fosso entre os mais ricos e os mais pobres está ao nível mais alto dos últimos 30 anos, com os 10 por cento dos mais ricos a registarem em média 9,6 vezes o rendimento dos 10 por cento mais pobresFotografia © Pedro Correia



Analisando a totalidade dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e também economias emergentes como a China ou a Rússia, o relatório conclui que a desigualdade de rendimentos e a pobreza aumentaram durante a crise.
"Nos primeiros anos da crise, a desigualdade de rendimentos antes de impostos e benefícios aumentou fortemente, mas os impostos e benefícios amorteceram a subida. Nos anos mais recentes, enquanto a desigualdade de rendimentos antes de impostos e benefícios continuou a subir, o efeito de amortecimento abrandou, acelerando a tendência geral de aumento da desigualdade do rendimento disponível", refere a OCDE.
O relatório, apresentado hoje em Paris, adianta que entre 2011 e 2012, Portugal registou uma redução de 0,343 para 0,338 no coeficiente Gini, que mede as desigualdades de rendimento(0 para os países com igualdade de rendimentos e 1 para os países com maior desigualdade de rendimentos).
Portugal surge, assim, no relatório como o nono país mais desigual entre os 34 da OCDE, acima do índice médio destes países, que é de 0,315.
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