quinta-feira

Tudo para salvar vidas, mas não custe o que custar

O primeiro-ministro afirmou hoje que os Estados devem "fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas" mas não "custe o que custar", considerando "realmente preocupante" os problemas de acesso a medicamentos contra a hepatite C.
PAÍS
Deve-se fazer tudo para salvar vidas, mas não custe o que custar


[...]
"Os Estados devem fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas, os Estados devem fazer tudo o que está ao seu alcance para garantir os melhores cuidados de saúde mas é mentira que custe o que custar, no sentido em que tenhamos os recursos ilimitados para suportar qualquer preço de mercado, isso não existe nem em Portugal nem em lado nenhum do mundo", enfatizou. [...]

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Obs: Há anos que o ministério da Saúde podia ter antecipado este tipo de negociações mais duras e complexas, especialmente com farmacêuticas cujos únicos escrúpulos de mercado se reduzem apenas a factu€ar, mesmo sabendo que a morte de doentes poderia ser evitada se tais fármacos tivessem preços mais acessíveis no mercado. O que competia ao Estado fazer. 

O Estado, através do ministério da Saúde, não tem sabido acautelar essa delicada situação e o resultado está à vista: pessoas a morrer que nem tordos nos nossos hospitais, os quais se transformaram em acampamentos de guerra. Pois nunca se deve negociar com o terrorista quando este tem mais trunfos nas mãos, ainda que o Estado possa dispor de alguns mecanismos legislativos para atenuar a arbitrariedade de certos preços. 

Mas mais extravagante ainda, é o teor da própria declaração do alegado PM: tudo para salvar vidas, mas não custe o que custar... O que é, manifestamente, uma contradição nos termos.

Mas isto remete para um problema de português, coisa em que o sr. Passos também é terrivelmente deficitário!!!

Um dia este problema ainda lhe bate à porta, veremos, então, como o sujeito o resolverá!!!

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