terça-feira

Que se lixem as eleições: o demopopulismo de Passos Coelho - tira ao Estado para dar às empresas à custa dos contribuintes

AS ELEIÇÕES QUE SE LIXEM...





Essa coisa chamada governo de Passos Coelho resolveu, em ano eleitoral, por em marcha mais uma mentira descarada, mas paga a peso de ouro pelos contribuintes. Nesse contexto, o alegado PM lança um programa de estágios profissionais para seniores, pessoas com mais de 30 anos. 

O objectivo, alegadamente, é combater o desemprego e promover a reintegração profissional, sendo que os estágios terão uma duração mínima de um semestre, bem a tempo para bater as claras do bolo em vésperas de eleições legislativas, que terão lugar após o Verão de 2015. 

Se passos Coelho, que não é senão um cadáver político adiado - oxigenado pelo favor extremo e benévolo de Belém - tivesse verdadeiras preocupações nesse âmbito, já teria implementado programas de criação de emprego - em parcerias com empresas (impondo a estas novas regras e critérios) - há dois ou três anos, quando esse flagelo social se agravou em Portugal, o que obrigou a vagas de emigração sem precedentes em Portugal nos últimos 40 anos. Mas nessa altura Passos ainda tinha pela frente uns anos de desgovernação..., para estourar com o resto que havia a estourar do tecido económico nacional. 

Esta medida, na verdade, desnuda o carácter pessoal e político deste líder fraco, escravo do populismo que diz não ter, refém das sondagens - que diz desprezar - e subordinado às mentiras sociais mais decadentes e de lesa-pátria, já que o seu programa eleitoral, bem como o Memorando da Troika, não previram cortes tão brutais nas áreas sociais nem subidas de impostos draconianas, o que destruiu literalmente o tecido económico e social nacional e colocou Portugal à venda e repleto de idosos que nem dinheiro têm para os remédios. Porque também a estes o Estado-ladrão de Passos Coelho lhes esbulha os salários e as reformas, deteriorando forçosamente as suas condições de vida. 

Passos Coelho, dentro da sua básica cultura política e conhecimento de teoria económica (vivenciado nas empresas do seu padrinho, Ângelo Correia), afirma-se defensor do neoliberalismo, cuja escola de pensamento postula que o Estado não se deve imiscuir em certas áreas da actividade económica, mas agora não hesita em desviar quase 50ME dos impostos dos portugueses para os entregar literalmente às empresas - sector privado - a fim de que estas, financiadas pelo Estado (pelos contribuintes!!!) possam pagar as bolsas e os estágios aos novos velhos recrutados e, como dizem os apparatchik do IEFP, um em cada quatro sejam contratados... 

No fundo, Passos Coelho defende que a economia privada - respaldada pelo seu básico neoliberalismo aprendido no IC19 - a caminho de Massamá - deve regular os problemas de produtividade e de competitividade, não envolvendo os recursos do Estado nisso; mas aqui, abre uma excepção - e mergulha as suas manápulas nos dinheiros públicos para pagar a sua medidazeca demopopulista com base na qual pensa inverter os números do desemprego e, assim, como quem engana pacóvios a ver aviões na Portela, julga que (também) pode ganhar eleições legislativas.

Esta medida, ainda que nada valha do ponto de vista técnico e no impacto social na economia nacional, já que não passa dum episódio eleitoraleiro primário sustentado com dinheiros públicos, é bem reveladora do PM que Portugal tem, dos métodos que usa para fazer chicana política, e dos resultados que pretende maquilhar com o fito de ganhar eleições e alçar-se novamente ao poder.

Pobre Passos Coelho, pobre Portugal, pobres portugueses!!!

As eleições que se lixem, não é!?


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