quarta-feira

Portugal aperta o cerco a abusos no Facebook

Portugal aperta o cerco a abusos no Facebook


O número de pedidos de dados de utilizadores do Facebook, feitos por Portugal, mais do que duplicou entre o último semestre do ano passado e o primeiro deste ano. Em causa, desde janeiro deste ano, estão as contas de 403 utilizadores.link
Abusos. Autoridades nacionais duplicaram o número de pedidos para detectar abusos em páginas nacionais da rede social F /  Reuters.

Desde janeiro e até junho deste ano, as autoridades portuguesas fizeram 354 pedidos de dados ao Facebook, relativos às contas de 403 utilizadores da rede social. Portugal é o 10.º país que mais pedidos fez este ano, entre 83 países, de acordo com um relatório publicado esta quarta-feira pelo Facebook.
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Obs: Duas ou três notas a propósito desta notícia: 

1. Em períodos de grande turbulência política, financeira, económica e social - que é acompanhada de esbulho fiscal - é natural que as populações se insurjam de modo crescente relativamente à forma como são confiscadas e esbulhadas neste assalto colectivo institucionalizado pelo XIX Governo (in)Constitucional, situação que pode comportar alguma virulência verbal e escrita - que as pessoas utilizam de forma de comunicar umas com as outras - pessoalmente e em grupo - e em contexto de redes sociais;

2. Com efeito, é útil admitir que a maior parte das pessoas não estava preparada para discorrer sobre tudo e sobre nada, mas como não pretendem ficar de fora do processo de comunicação global - admite-se que o façam de modo deficiente, muitas vezes difamando ou injuriando terceiros, e não atacando as suas ideias e/ou projectos. Ao agir assim, incorrem em crimes de difamação e injúria - que seriam evitáveis caso aquelas críticas colhessem fundamento nas ideias defendidas pelos visados e não nos ataques a pessoas em concreto e ao seu bom nome;


3. Em terceiro lugar, creio que há um tendência deste Governo (sem excluir os precedentes, mas neste a neocensura acentuou-se e conhece uma relação directa com o seu nível de impreparação técnica, política e cultural) de condicionar os media e reorientar as mensagens contra o governo em mensagens que possam converter-se em apoios a esse mesmo governo. Como no judo, o governo procura tirar partido das suas próprias fraquezas e, assim, neutralizar o adversário. Só que neste caso o adversário são cerca de 10 milhões de portugueses (exceptuando quase meio milhão que Passos Coelho já expulsou do país pelas razões que se conhecem) - hoje já fartos dum governo sem ideias, sem credibilidade, esgotado e incapaz de oferecer uma réstia de esperança à nação. 

A conjugação destes fenómenos pode, a curto e médio prazos, dentro e fora das redes sociais, ser explosivo na sociedade portuguesa.

Por último, diria que só espero que um dos visados pelos supostos ataques no FB não seja Ricardo Salgado Espírito Santo (o indigente que nenhum património tem em seu nome!! !) - um protegido do BdP - que esbulhou milhares de portugueses - entre particulares e empresas - e que, de forma surpreendente, continua a andar por aí...

Talvez este tipo de anomalias devesse suscitar mais preocupação às autoridades competentes, do que aferir se meia dúzia de broncos, que não sabem escrever, andam a cometer injúrias no FB. 

Cada coisa tem a sua importância relativa!!  
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