terça-feira

Xanana Gusmão e a violação do rule of law - que ele confunde com pão-de-ló

Nota prévia:

A lenda da resistência à ocupação indonésia, foi a imagem de marca de Xanana Gusmão, a qual foi deixando de ser consensual. Membros dos seus Governos foram acusados de corrupção. A decisão (radical) agora tomada de expulsar magistrados portugueses, a dar formação aos quadros daquela incipiente nação, onde os decisores políticos querem enriquecer rapidamente, revela impreparação, imprudência e desconhecimento da separação de poderes, desrespeito pelos tribunais e do que é - e deve ser - o rule of law


Xanana acaba por fazer, ou permitir que se faça, aquilo que criticava nos ditadores indonésios, aquando da ocupação: negar a justiça aquele agentes cuja missão era, por ironia que pareça, formar os operadores judiciais timorenses.

Veremos o que o futuro reserva a Xanana, às elites que o acompanham, aos factos que, com rigor e imparcialidade vierem a ser apurados e, de modo mais abrangente, ao quadro de cooperação bilateral luso-timorense.

Um dia, talvez um dia.., Xanana terá de ir explicar à AG da ONU a imprudência ora cometida, que mais parece querer ocultar indícios de corrupção de colegas seus no Governo - do que empenhar-se em criar condições para desfiar o tremendo novelo da corrupção que graça em Timor-Leste, um território que tem reservas petrolíferas e que pode estar na origem de tanta gula por parte das elites timorenses...

Xanana, salvo melhor opinião, deveria ter vergonha pela decisão que tomou, a não ser que considera mais relevante (continuar) a proteger colegas corruptos do que salvaguardar o interesse nacional. 

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Ministério Público pede ao Governo que proteja magistrados portugueses em Timor.


Órgão presidido por Joana Marques Vidal quer saber porque é que os magistrados portugueses foram expulsos de Timor e pede "insistentemente" ao governo que garanta a sua proteção.[...]


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