terça-feira

Perguntinhas acerca da cooperação luso-timorense e os vested interests



Em face dos elementos conhecidos, em que o Parlamento e Governo timorense deram ordem de expulsão a 7 cooperantes portugueses em Timor, a operar na área judicial, convinha saber se os mesmos foram além dos seus mandatos extrapolando, assim, as suas atribuições e competências (??). 

Convinha apurar esta situação com rigor, a qual deverá (já) ser do conhecimento do embaixador português acreditado em Dili.

De seguida, seria vantajoso procurar compreender em que medida e extensão aquela ordem de expulsão aos 7 altos funcionários portugueses possa estar inserida na ordem de expulsão mais alargada aos 50 cooperantes internacionais na esfera judicial - que se encontravam no território no quadro de um Programa da ONU.

Quando se responder a estas duas questões de lana-caprina poderemos formar um juízo mais sólido acerca das verdadeiras motivações das elites políticas timorenses relativamente à presença portuguesa em Timor, e de que forma a futura cooperação bilateral irá abrir um espaço de influência crescente às potências regionais que, de facto, nunca de lá saíram. 

Reporto-me, naturalmente,  à Austrália e Nova Zelândia e aos interesses petrolíferos no mar de Timor - relativamente aos quais Portugal não tem, nem nunca teve - uma palavra a dizer, nem a beneficiar. 

Se os decisores hoje no Poder em Timor-Leste tivessem alguma memória - compreenderiam que se hoje estão no comando duma nação emergente, ainda que sem um Estado a funcionar, a Portugal e aos portugueses o devem, pelo que deveriam ter sido mais cautelosos, dialogantes e prudentes com estes ímpetos politico-diplomáticos que, a médio e longo prazos, podem tornar-se perigosos para aquela incipiente nação de pouco mais de 1 milhão de pessoas.


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