quarta-feira

Paula Teixeira da Cruz é um desastre na Justiça





Paula Teixeira da Cruz, a alegada titular da pasta da Justiça (ou da sua extinção) tem revelado à saciedade não ter preparação nem condições para se manter no cargo, tal o desastre que já provocou ao país na área delicada que supostamente tutela.

Já há um ano, um ex-chefe de gabinete informou a senhora da importância de renovar o sistema informático, sob pena de entupir e, assim, bloquear o acesso do cidadão - e demais operadores judiciais - à justiça.

A dita, que acha que a informática é uma matéria de plasticina, não deu ouvidos ao seu antigo colaborador, que se demitiu.

Depois, foi o que se soube: o país-judicial virou uma IC-19 em hora de ponta, congestionou, bloqueou, paralisou. Entretanto, o mapa judiciário foi apelidado de grande reforma para o país, e encerraram-se tribunais em cidades do interior, cujas consequências são a desertificação do interior e a negação do acesso à justiça daquelas pessoas que passaram a ter de percorrer 70 kil., e mais, para aceder ao seu processo judicial, para recolher uma simples certidão.

Paralelamente, os funcionários judiciais, considerados como gado bovino, foram - juntamente com os milhares de processos - recambiados para o interior de contentores, que, consta, foram adquiridos pelo ministério da dita por adjudicação directa, i.é., sem concurso público!! !

Sempre que aparecia em público, a senhora ministra embrulhava-se em polémica: quezilenta e insustentável, nada do que dizia ou diz - encontra respaldo na realidade, de molde que há um divórcio profundo entre a realidade e o que se passa na mente da dita. São dois mundos distintos!!!

Ou seja, para ela o Citius não "crashou", apenas dificultou o acesso dos operadores judiciais aos processos, pelo que pediu "desculpas"; para ela, a reforma da justiça foi uma revolução que simplificou procedimentos de trabalho e diminuiu custos de contexto, mas, na prática, a justiça está mais cara e é mais morosa, etc...

De seguida, para se aguentar no cargo, onde se arrasta, criou um mundo alternativo e tentou justificá-lo afirmando que o Citius, o tal que na sua infra-mente "sempre funcionou", fora sabotado por dois funcionários da PJ, em regime de destacamento de serviço. A raiva da dita foi tanta que remeteu o processo para averiguações no MP, o qual estudou o assunto e se pronunciou pelo arquivamento do processo.  

Ou seja, Teixeira das Cruzes não acerta uma na interacção com os operadores do sector da justiça. Parece que no debate parlamentar d´hoje tentou inibir a liberdade de expressão de deputados da oposição ameaçando-os com processos, invocando falsas declarações.

Depois da dita ter andando a arranjar "bodes respiratórios" a fim de justificar a paralisia do Citius no take of do mapa judiciário, insiste agora numa nova formulação, de pendor surrealista: alega não ter sido avisada dos problemas da plataforma informática..., quando um seu ex-Chefe de gabinete se demitiu precisamente por causa dessa razão!!!


Sem se aperceber que se está diante do maior crash da justiça dos últimos 100 ou 200 anos, a visada, que é completamente destituída, o PM por ela, a oposição e a opinião pública, todos, ainda não conseguiram sensibilizar a senhora de que o seu lugar poderá ser em qualquer lado, até num ring de box ou a fazer bacalhau espiritual em casa, menos no sector da Justiça - onde sistematicamente só faz asneira. 

Uma asneira cara que os portugueses pagam até ao último tostão.

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