domingo

Passos Coelho e Ricardo Salgado: uma intimidade revelada


NOTA PRÉVIA: VALE A PENA LER A DESMONTAGEM FEITA PELO CC RELATIVAMENTE ÀS PATRANHAS SEMEADAS POR PASSOS CUELHO NO QUE CONCERNE À SUA VERDADEIRA RELAÇÃO COM A PT & BES - E DEPOIS ENQUADRÁ-LA NA TENTATIVA QUE O AINDA PM TENTOU ESTABELECER ENTRE O ANTERIOR GOVERNO E O GRUPO DE RICARDO SALGADO. O EXERCÍCIO DE PROJECTING (E ACTO FALHADO) É VERDADEIRAMENTE SINTOMÁTICO. 

A IMAGEM INFRA JÁ É, DE PER SE, REVELADORA E FALA POR SI, MAS A EXPLICAÇÃO TEM UM FIO CONDUTOR QUE IMPORTA RECORDAR E SEGUIR COM ATENÇÃO. NEM QUE SEJA PARA EVITAR - DE FUTURO - COMPRAR CUELHO POR LEBRE...E, ASSIM, CONTINUAR A LESAR OS LEGÍTIMOS INTERESSES DE PORTUGAL E DOS PORTUGUESES.

AINDA QUE SAIBA QUE ISTO É INDIGESTO PARA UM DOMINGO - VALE BEM UMA MISSA E UMA REFLEXÃO!!!


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alegado primeiro-ministro acusou o PS de «relação muito pouco transparente» com PT e BES, porque se sabe que «a PT funcionava como tesouraria do Grupo Espírito Santo (GES)». Ora o que se sabe hoje é algo muito diferente do que Passos Coelho diz: foi durante a vigência deste governo que a PT aplicou quase a 100% os seus excedentes de tesouraria no Grupo Espírito Santo

Esta mistificação não impediu o pantomineiro-mor de afirmar ontem que pôs fim a uma cultura política de favorecimento do Estado a «grupos de influências»: «Deve-nos orgulhar saber que pusemos um ponto final nessa maneira de estar, nessa cultura política, nesse abuso sobre os portugueses que foi perpetrado durante mais de dez anos». Deduz-se que inclui os governos de Barroso e Santana Lopes, talvez porque Barroso esteve a marinar no BES até se alçar a São Bento e o governo de Barroso & Portas envolveu o BES na aquisição dos submarinos. 


Acontece que Passos Coelho não tem um pingo de vergonha na cara. Só essa circunstância permite a alguém — que tem fama de «abrir todas as portas» e que se envolveu numa ONG fantasma — ter o descaramento de falar nestes termos. 


Acresce que, se há alguém que durante anos apareceu associado à família Espírito Santo, é precisamente Pedro Passos Coelho. Já (alegado) primeiro-ministro, recebeu dez (10) telefonemas de José Maria Ricciardi, que foram interceptados pelo Ministério Público: «as escutas estão relacionadas com alegados crimes de tráfico de influências, corrupção e informação privilegiada no caso das privatizações da REN e da EDP.» Acontece que Pedro e José Maria, como as escutas o comprovam, se tratam por tu, algo que revela uma intimidade que não joga com as declarações actuais do alegado primeiro-ministro. 


Se houvesse memória no jornalismo, alguém recordaria a Passos Coelho que a única vez na história do regime democrático que um banqueiro se sentou à mesa do Conselho de Ministros para discutir um orçamento do Estado ocorreu precisamente com Passos Coelho. E o banqueiro convidado para o efeito chama-se Ricardo Salgado. [...]

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