sexta-feira

A escolha de Moedas para Comissário europeu são peanuts para a Europa e mais Austeridade para Portugal



O alegado PM não conseguiu melhor do que isto: um engenheiro civil diplomado pelo IST com um MBA pela Harvard Business School (EUA). 


Provas dadas como tribuno na Assembleia da República = ZERO.

Provas dadas como conhecimento do Portugal profundo = ZERO.

Provas dadas na prossecução da política de AUSTERIDADE  a mando da Troika (somado ao radicalismo ultra-liberal do Governo) = 20 Val.

Deve, pois, ter sido este o estulto critério que elevou este funcionário administrativo de luxo do XIX Governo (in)Constitucional, hoje já com funções caducadas, ao crucial lugar de Comissário europeu para o qual não tem preparação técnica nem política.

Pergunto-me, o que fará Moedas no quadro da renegociação da dívida, crucial para o nosso desenvolvimento ou, pelo menos, o não agravamento do nosso congénito empobrecimento?! Fará um discurso, dois discursos, dará três palmadinhas nas costas dos Comissários europeus, agora seus colegas...

A escolha de Moedas pelo alegado PM, que está em gestão corrente ligado ao tubo de O2 de Belém, traduz, afinal, a opção do Governo Passos Coelho por mais e mais austeridade, mais e mais empobrecimento, ainda que haja agora um balão de oxigénio por força da proximidade das eleições legislativas e pela "pipa de massa" anunciada pelo circo mediático montado em S. Bento pelo desertor Barroso.

Em rigor, ninguém está a ver aquele figurinha pífia ter estaleca para defender os interesses europeus conforme ao interesse nacional de que hoje Portugal precisa para sair da espiral de pobreza em que caiu nestes últimos 3 anos.

O que dirão Comissários europeus da envergadura política de António Vitorino - desta escolha administrativa que Passos Coelho fez - apenas como prémio da fidelidade canina que beneficiam pessoalmente alguns dos seus colaboradores mais directos...

Digo benefício pessoal para Moedas e não benefício para o bem comum dos portugueses, pois é disso que se trata e de mais nada.

Por isso, e mais vez, o alegado PM andou mal nesta nomeação ao premiar mais um boy de luxo e não escolher alguém com verdadeira capacidade e experiência de negociação europeia e com um profundo conhecimento do que são hoje as instituições, os mecanismos e os programas de negociação europeus e as complexas redes de negociação, sempre necessárias para "fechar" programas de desenvolvimento que concentram os desejados Fundos estruturais - indispensáveis para combater as terríveis assimetrias regionais em Portugal que, paradoxalmente, o Governo de passos Coelho conseguiu agravar desde 2011 até ao presente.



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