terça-feira

Relvas regressou citando Grouxo Marx


Relvas regressou citando Grouxo Marx

Miguel Relvas, ex-ministro, está de regresso à vida política
Ex-ministro adjunto foi o primeiro a discursar, domingo à noite, no Conselho Nacional do PSD. O seu principal alvo foram os comentadores políticos e as suas "patéticas" análises.


Numa intervenção cuja cópia foi distribuída aos jornalistas, Miguel Relvas desenvolveu vários parágrafos contra os comentadores políticos que desenvolveram teses "patéticas" para explicar o seu regresso à política.
Dizendo que há "comentadores de primeira, comentadores de segunda e aprendizes de comentadores", acrescentou que, porém, "enganar-se e não acertar é o ADN comum" de todos eles.
"E nisso - citou - fazem lembrar o Grouxo Marx quando disse, num desabafo doloroso: 'Partindo do nada, cheguei à miséria.'"
Porque é "importante poupar esses neurónios a tanto desgaste estéril", decidiu esclarecer o "mistério" que o levou a aceitar encabeçar a lista de Passos Coelho ao Conselho Nacional: "Depois de tantos anos de militância, pertencer a este órgão partidário e nele dar o meu melhor contributo ao nosso partido, foi o único motivo da minha decisão."
Relvas - que quando se levantou para discursar foi aplaudido pelos conselheiros nacionais do partido - terminou a intervenção elogiando a escolha do partido para encabeçar a lista ao Parlamento Europeu, Paulo Rangel.
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Obs: Qualquer manual de liderança - política e empresarial - ensina que um líder também se avalia em função da equipa que escolhe para trabalhar e planear acções. Por isso é que este convite, que surpreendeu tudo e todos (ou talvez não!!), diz bem mais acerca do alegado primeiro ministro do que do repescado Relvas - agora com funções no CN do partido. 
As pessoas podem pensar como quiserem e o que quiserem, mas umas em especial têm a obrigação e o dever de guardar para si certas ideias e convites pouco convencionais, sobretudo porque eles representam um insulto a todos e a cada um dos portugueses. 
Em política, como na vida em geral, deve haver limites para certas acções públicas, e Passos Coelho tem revelado não saber estar à altura do país e da circunstância. Além da impreparação técnica, política e cultural também revela falta de estatura ética e moral para o desempenho da função. 
Portugal não merecia isto. Nem os portugueses. 

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