terça-feira

Passos coelho: o coveiro de Portugal e dos portugueses




Vejo alguns lentes da teoria política dissertarem sobre as putativas convergências entre Passos coelho e António José Seguro, os quais afiançam existir convergências após a reunião d´ontem. Além do ridículo da análise, que não cola à realidade, ela serve também para torcer a realidade e ajustá-la às supostas análises (crenças) de lana-caprina desses soit disant teóricos da cousa pública. 

Esses teóricos de superfície que escrevem para o facebook desconhecem a realidade económica e social do país, aliás, desconhecessem o próprio país. E desconhecendo o país também não sabem que as relações sociais do nosso tempo, agravadas desde 2011 até ao presente, ignoram literalmente que já nascemos endividados, ou seja, mal nascemos já devemos dinheiro aos nossos pais, ao Estado e à sociedade.

Eis o novel Contrato Social ultra-liberal do XIX Governo (in)Constitucional - cuja "missão heróica" parece assentar no agravamento daquela relação de endividamento das relações sociais em Portugal - cuja hipoteca precede já a nossa própria existência. 

Mal daqueles teóricos que, por viverem nas nuvens e cogitarem em crenças e resíduos em que só eles acreditam, debitam tanta asneira nas antenas dos media e nas redes sociais. E o mais grave é que há sempre um bando de alienados e de bajuladores dispostos a apoiar as asneiras que alguns pseudo-intelectuais escrevem, nem que seja para insuflar o seu congénito e patológico egocentrismo - que carece de ratificação virtual de 15 em 15 minutos. 

Mal de nós se fossemos governados por estes novos loucos - que dissertam sobre tudo e nada em concreto, com rigor, conhecem. 

Se calhar, as "convergências" que alguns desses teóricos de superfície notam entre os líderes do PS e do PSD, na sequência da reunião d´ontem, não deve ter resistido à cor das gravatas..

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