segunda-feira

O insucesso da política em Portugal


O que há de errado, além dos esbulhos sucessivos aos funcionários públicos, pensionistas e outras categorias de portugueses, neste terrível insucesso político na função constituinte - quer do Executivo quer da própria União Europeia de Barroso (que pactua com tudo o que há de errado) aparece reflectido no silêncio dos responsáveis políticos (portugueses e europeus) perante os resultados da performance da economia portuguesa. 

Já sabemos que as exportações vão bem, mas essa não é condição suficiente para o crescimento com coesão, riqueza, emprego e bem-estar. Todos, troika e Governo, mantêm uma aparência de normalidade política e constitucional e de normalidade de evolução socioeconómica com o que estava agendado no Programa eleitoral que serviu de base à captura do poder por parte do XIX Governo (in)Constitucional, em 2011.

De facto, nada disto se tem respeitado: desemprego galopante, a dívida pública passou de 94% em 2010 - para 108% no final de 2011, e 124% no final de 2012, e agora ronda os 130%. Como se pode assim observar o Tratado Orçamental que Portugal assinou? Como é que o Estado pode ajudar a fazer crescer o PIB - com esta carga fiscal draconiana e, ao mesmo tempo, emagrecer a máquina do Estado (que se tem convertido num albergue de boys)? 

Serão com as campanhas asiáticas do dr. Paulinho Portas angariando chineses para comprar casas no Martim Moniz - base da nova placa giratória para a Europa.

Em Portugal, parece que é tudo a brincar, como no Portugal dos Pequeninos, em Coimbra. Do mesmo modo que há um silêncio sobre os resultados da economia portuguesa - que não cresce o suficiente para regressarmos a uma situação de emprego, consumo e bem-estar; também há um resultado frustrante acerca das orientações da União Europeia - que tem vindo a "matar" a solidariedade entre os grandes Estados e os médios e pequenos Estados. 

Estes dois acidentes de percurso, um de tipo nacional que remete para a manifesta falta de qualidade do escol dirigente em Portugal; e outro para a fraca pujança da União Europeia - que perdeu força e estatuto global - têm ambos origem na mesma incapacidade que consiste na impossibilidade de articular a necessidade política (captura do poder, sobretudo pelo modus operandi utilizado para mandar o governo precedente abaixo) e as verdadeiras e efectivas conveniências democráticas.

Estes dois fracassos acumulados ao longo destes quase três anos de (des)governação desta contra-natura maioria - é o que explica o desespero colectivo em que Portugal se encontra, com os agentes políticos a ocultarem aos seus eleitores/cidadãos/contribuintes quando e como lhes será feito o próximo esbulho - por regra, por via fiscal ou nos salários ou por qualquer outra forma abjecta em que já se especializou o XIX Governo (in)Constitucional. 



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