segunda-feira

Seguro aceita convite de Passos e desloca-se a São Bento para debater “estratégia pós-troika”


Seguro aceita convite de Passos e desloca-se a São Bento para debater “estratégia pós-troika


O secretário-geral do PS, António José Seguro, aceitou o convite do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para, “tão brevemente quanto possível”, reunirem ambos “de molde a analisar em conjunto o processo de conclusão do Programa de Assistência e a construção de uma estratégia de médio prazo” que permita fazer face ao período pós-troika.
De acordo com a assessora de imprensa de Seguro, Sofia Fernandes, "o líder do PS comunicou ao primeiro-ministro que cumprirá com o seu dever institucional e deslocar-se-á a São Bento para reunir com o primeiro-ministro, como é natural e normal no quadro de uma democracia consolidada". O encontro realiza-se esta segunda-feira, 17 de Março, às 18h45.
Ainda antes de se deslocar à residência oficial do primeiro-ministro, o líder do PS será recebido às 15h45, no Palácio de Belém, pelo Presidente da República, a solicitação de Cavaco Silva, para ser ouvido sobre a data em que devem ser convocadas as eleições para o Parlamento Europeu, previstas para se realizarem a 25 de Maio. Este encontro entre Seguro e Cavaco é o primeiro que se realiza desde o falhanço da tentativa feita pelo Presidente da República de levar o PSD, o PS e o CDS a encontrarem uma estratégia comum para a governação do país a médio prazo.
O convite de Passos Coelho a Seguro foi anunciado este domingo ao ser divulgada uma carta do primeiro-ministro ao líder do PS, datada de 14 de Março. O encontro entre ambos foi acordo posteriormente através de contactos entre os respectivos chefes de gabinete.
Na carta, Passos Coelho começa por lembrar que Portugal se aproxima da “conclusão do Programa de Assistência Económica e Financeira, que ocorrerá em meados de Maio próximo”. Refere o sucesso das avaliações, “bem como a progressiva melhoria das condições de acesso a financiamento de mercado por parte das autoridades portuguesas”, para considerar possível “concluir favoravelmente o Programa de Assistência”.
Passos Coelho salienta que “os termos e condições em concreto que marcarão a conclusão deste processo dependerão, em grande medida, não apenas da envolvente externa, mas também da capacidade portuguesa para apresentar uma ‘estratégia pós-Troika’”. Uma estratégia que, segundo o primeiro-ministro, terá de incluir uma orientação “orçamental de médio prazo que ancore de forma robusta as perspectivas de disciplina orçamental compatíveis quer com o Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação, quer com os objectivos assumidos com a Comissão Europeia em matéria de redução do défice orçamental e sustentabilidade da dívida pública portuguesa”.
Outro tema que Passos Coelho quer levar ao debate com Seguro é “a avaliação e monitorização das reformas estruturais já levadas a cabo” e ainda “a identificação de aspectos e áreas relevantes para um crescimento económico sustentado e inclusivo [que] constituem pontos estratégicos de uma visão de futuro para além de cada ciclo governativo”.
No apelo para o debate sobre o futuro do país que lança ao líder do PS, o primeiro-ministro salienta que “a capacidade para encontrar um entendimento político alargado sobre esta ‘estratégia pós-Troika’ assume, neste contexto, um relevo grande e pode beneficiar significativamente as perspectivas de crescimento e de emprego para a economia portuguesa e para os portugueses”.

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Obs: António José Seguro, porque é educado e conhece e exercita os mecanismos plenos da democracia representativa - fez bem em aceitar ouvir a lenga-lenga de Passos Coelho (subjugada ao directório germânico), que subverteu o Memorando de Entendimento (sobrecarregando os portugueses de impostos, desemprego e diminuição brutal da sua qualidade de vida) co-assinado pelo PS. 

Seguro já é suficientemente experiente para ouvir Coelho e propôr as suas ideias para atingir os objectivos de crescimento com coesão social para Portugal, que é aquilo que a actual maioria não consegue oferecer aos portugueses. 

Seguro deve acreditar nas suas ideias e esquecer mais os sistemas intelectuais de justificação dos comentadores e analistas do costume. Estes apenas se representam a si próprios. 

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