terça-feira

As comissões dos bancos e a súbita preocupação de carlos costa


  • O génio-branco do BdP aqui a voa$ baixinho e a faze$ um lamentável f$ete ao secto$ financei$o...



Com a economia de rastos, com empresas a falir diariamente e famílias a entregar casas aos bancos porque se tornaram incapazes de observar as suas prestações à instituições credoras, eis que o génio-branco do BdP se lembra de introduzir uma questão menor no agenda-setting, mas que muito interessa ao sector financeiro: saber como este pode cobrar (+) comissões de manutenção aos seus clientes, os quais já têm as suas aplicações investidas naqueles bancos e que, por essa via, ajudam não apenas a suportar os salários dos bancários como a emprestar dinheiro às empresas para que estas produzam riqueza, emprego e bem-estar. 

Em face desta súbita preocupação do génio-branco do BdP, pergunto-me onde estava ele quando o governo nacionalizou o BPN e depois o vendeu aos angolanos ao preço da uva mijona?! o mesmo se pergunte ao governador - e a quem o precedeu no BdP - onde estava quando se deu a fraude no BCP, no BPP, etc. 

Que regulador é este que não regula e depois quer interferir em áreas onde não é competente?! lamentável. É preciso ser a Deco a elevar-se ao estatuto de Regulador para acordar as consciências espoliadas já com tanto saque de comissões aos clientes. 

Ou seja, as questões que competem verdadeiramente ao Regulador - que é o BdP - não são atendidas; as questões relativas ao comissionamento das Contas à Ordem dos clientes passam a constituir prioridade para o Sr. Carlos Costa - deixando, assim, todo o sector financeiro à solta para sacar comissões a torto e a direito aos seus clientes, mais do que já tira. 

Seria bom e urgente que a Assembleia da República ponha no seu devido lugar o senhor governador do BdP e, ao mesmo tempo, proíba sector financeiro de sacar (+) comissões aos clientes sem o consentimento destes. 

Para esbulho descarado já nos basta o Estado.

Confesso que, neste e noutros casos que envolvem a relação dos clientes com os poderosos bancos, desejaria ver um Governador do BdP a intervir em favor do elo mais fraco dessa relação, que são os clientes, e não a comportar-se como uma espécie de angariador de emigrantes ilegais para irem trabalhar no Magrebe sem a protecção jurídica e social para o efeito.


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