sexta-feira

Saramago é um grande apoiante de Fidel Castro, o lagarto de Havana

Consabidamente este senhor, que alguns chamam de escritor nobilizado, nutre uma grande estima por Fidel castro; este, por seu turno, parece nutrir um grande afecto por aquele, daí resulta uma grande amizade "luso-cubana", a mesma que explica o renascimento da fénix daquele ditador: o lagarto de Havana - que há um ano que está na antecâmara da morte. Hoje a psicologia mais avançada pensa que o renascimento do lagarto de Havana, responsável pelo assassínio de milhares de cubanos segundo o Livro Negro do Comunismo - deve o seu restabelecimento à solidariedade literária de Zaramago - o único escritor português nobilizado que vive em Espanha.

Agora, aguarda-se que o "génio" da prosa (com milhares de aspas) elabore um romance sobre a chacina de que Fidel castro foi autor em nome da Revolução socialista desde que desceu a Sierra Maiestra em 1959 - e prometeu o paraíso ao seu povo. Mas a realidade foi outra, bem outra... E nessa diversidade muito tiro na nuca, prisão e tortura foi cometida com as prisões cubanas repletas de homens cujo único delito que cometeram foi terem tido a coragem de ter afirmado a sua Liberdade de expressão. Por isso, quando castro sucumbir solicito aos Bombeiros de Benfica para soltarem os foguetes.

Espero que Deus me perdoe por estas palavras, mas por cada dia que o lagarto de Havana continua a respirar sobre a rocha há milhares de homens e de mulheres que continuam presos ilegal e imoralmente nas prisões de Havana. E também aqui há que fazer opções racionais, e a racionalidade neste ponto não me deixa a mínima dúvida: sacrifique-se o lagarto.

    • PS: Sempre considerei Zaramago um escritor menor das nossas letras, como pessoa é um sujeito que renunciou a Portugal - que o acolheu e o promoveu, juntamente com o marketing do PCP e da edit. caminho. Sempre que fala destila arrogância - seja contra a sociedade seja contra as autoridades governamentais (leia-se, ministério da Cultura) que o tem convidado para promover o livro e a leitura em Portugal, coisa que ele - cabotinamente - rejeita ou frustra com declarações torpes e verdadeiramente "bexigosas" e lamentáveis. Por isso, resta a Zaramago mostrar ao mundo que tem um grande amigo, e esse grande amigo é Fidel Castro. Estamos conversados. Resta agora a este "carpinteiro" das letras (sem ofensa para os verdadeiros carpinteiros) escrever um romance sobre o triste destino de Cuba e dos cubanos no decurso destes últimos 50 anos.

      Gostaria de ver até que ponto vai a hipocrisia deste tipo - que passa a vida a denegrir o nome de Portugal sempre que abre aquela bocarra. Seria útil que zaramago passasse mais tempo em Espanha, aliás, todo o tempo, pois sempre que regressa a Portugal gera uma mancha de crude perfeitamente evitável.