terça-feira

Começou a defesa dos neocorporativismos autárquicos da região Oeste

Foto Jumento

Aeroporto: autarcas do Oeste querem conhecer autores de estudo da CIP

12.06.2007 - 19h20 Lusa, PUBLICO.PT

Os autarcas da região Oeste, que esta tarde se reuniram com o ministro das Obras Públicas, concordam com a elaboração de uma análise comparativa entre a Ota e Alcochete para a construção do novo aeroporto, mas "exigem" conhecer os técnicos que elaboraram o estudo da CIP.

"Ouvimos as explicações do senhor ministro e estamos de acordo com o novo estudo de comparação porque está em causa o interesse nacional", explicou Carlos Lourenço, presidente da associação de municípios da região Oeste, no final da reunião com Mário Lino que, segundo a TSF, garantiu aos autarcas continuar a defender a Ota como melhor localização para o aeroporto.

"Aquilo que exigimos é que quem encomendou este estudo dê a cara", acrescentou o responsável, numa referência ao estudo promovido pela Confederação da Indústria Portuguesa, que esteve na origem da mudança de posição do Governo.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, revelou ontem no Parlamento o Governo encomendou ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil uma análise comparativa entre a Ota e o Alcochete, para saber qual destes é o melhor local para construir o novo aeroporto.

Carlos Lourenço disse que "este impasse" terá como consequência o adiamento dos Planos Director Municipal (PDM) e Estratégico da região Oeste, afirmando que será necessário falar com os investidores, de modo a evitar uma "quebra de confiança, sobretudo no turismo, onde estão a ser investidos muitos milhões de euros".

O presidente da associação de municípios diz recear que dentro de seis ou doze meses surjam novos estudos, que venham "atrapalhar o processo", sublinhando que a região Oeste "tem sido a única região prejudicada com uma indecisão de muitos anos"

"Há mais de 40 anos que se fala de um novo aeroporto, sempre se apontou para a Ota, todos os estudos diziam Ota. Temos algum receio que venham mais estudos daqui por seis meses ou um ano que venham atrapalhar", acrescentou.

Obs: Informe-se o sr. carlos Lourenço que a minha avó morreu aos oitenta e tal anos, e nesse período longo de vida sempre almejou tirar a carta de condução, mas também nunca conseguiu. Morreu sem carta.