sexta-feira

A falta de credibilidade do PSD e de Passos é aqui patente




Será relevante Mª L. Albuquerque ser apenas uma directora não executiva duma Financeira, cujo papel é fazer apenas uns telefonemas, ou, mais relevante, decorre do facto dela ser portadora de segredos de Estado (ligados à sua alta função no governo anterior, na qualidade de ministra das Finanças)!?

- Esta foi, em rigor, a razão pela qual incidiu a sua contratação por parte da Financeira. 

Além de renegar a confiança dos eleitores, pois torna-se insustentável continuar a ser deputada, já que trocou a política pelo dinheiro, ainda que procure estar a jogar nos dois tabuleiros,  Mª Albuquerque, com esta sua lamentável atitude, contribui para degradar profundamente a imagem da classe política em Portugal, já de si muito degradada. 

Por outro lado, a conduta de Passos Coelho, ao segurar - ou amarrar-se a ela - defendendo que esta contratação pela Financeira (Arrow) é positiva e releva do mérito ou prestígio da contratada - é lamentável, já que o principal partido da oposição em Portugal perdeu aqui uma grande oportunidade perante o país de afirmar valores e princípios de transparência, verdade, legalidade e ética e moral  na política.

O PSD irá sofrer com esta atitude de Passos, e, no limite, poderá até desencadear energias no interior do partido para incentivar uma discussão interna da qual poderá irromper uma nova disputa no próximo congresso do PSd tendo em vista a eleição de um novo líder.

Já que o PSD, em rigor, está sem líder... E depois deste alinhamento perigoso de Passos a Albuquerque, ainda o está mais. 

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