sexta-feira

Dassin, Adamo e Vergílio Ferreira: a música da literatura e o passado do presente

Nota prévia: Razão tinha Beethoven quando dizia que a música é o vínculo que une a vida do espírito à dos sentidos. A melodia fará o resto, enquanto vida sensível da poesia. E enquanto forma de arte, na ideia de O. Wilde, é perfeita, porquanto nunca revela o seu último segredo. E, às vezes, de segredo e de perfeição não tem nada. Ou melhor, a música por vezes está mesmo ali, no bus da frente ou no carro de trás, e nem sequer a vemos, encontramo-la depois num "banco de literatura" já perdida no tempo, ou, pelo menos, com algum tempo perdido. Os velhinhos Dassin e Adamo empurram-me hoje para esta memória do frio, que mais parece veio do leste, em que nem a neve cai e a chuva também não vem. E para o Verão ainda falta uma eternidade. E O Natal ainda se encontra mais distante. No fundo, era VF quem tinha razão, quando intuiu que o tempo era, primeiramente, uma variável psicológica e não cronológica. E disse-o magistralmente assim: O tempo não passa por mim: é de mim que ele parte





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