terça-feira

Evanescências

Evanescências 


De súbito, a mata ficou d.e.s.e.r.t.a
O olhar cúmplice turvou-se
As bocas fecharam-se e deitaram espuma
E das mãos abertas fez-se um portão de ferro 100-chave.

De súbito, ou de modo arrastado, a calma virou ventania
Que dos olhos cúmplices de véspera diluiu o último brilho
E da paixão nasceu o tempo premonitório do fim.



De súbito, o tempo perdeu sentido
A rotação e contagem do tempo eclipsaram-se
A lógica do encontro degenerou no encontrão
A mata voltou a ficar deserta e 100-memória
E a memória que dela tinha(m) passou a vazio amargo.

Do amigo íntimo e cúmplice fez-se o distante e incerto
Da previsibilidade nasceu a contingência
Dos afectos sobrevieram os desafectos e a indiferença
De súbito, do tudo fez-se nada.
Um nada que podia ser tudo.

CoDR.
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