sexta-feira

Marcelo Rebelo de Sousa: antes de o ser já é


Talvez na história da nossa democracia, já com 40 anos, nunca nenhum outro candidato presidencial granjeou tanta certeza de que sendo candidato à PR poderia vir a ganhar à 1ª volta como a actual eleição presidencial agendada para 24 de Janeiro de 2016. 
Marcelo, hoje, corporiza essa certeza e essa promessa eleitoral de vir a ser eleito PR logo à 1ª volta. Recolhe 48% das intenções de voto dos portugueses, segundo uma sondagem da Eurosondagem, seguido por Mª de Belém (18,9%), Sampaio da Nóvoa (16,7%), Marisa Matias (BE, com 6,9%), Edgar Silva (PCP, com 5,2%), H. Neto (empresário, com 2,2%) e o universitário Paulo morais com 1,1% das intenções de voto.
- Creio que esta vantagem esmagadora, à partida, tem várias explicações  e que se podem resumir da seguinte forma: (1) Marcelo tem qualidades específicas de natureza intelectual e comunicacional que mais nenhum outro candidato tem em igual natureza e densidade; (2) o candidato anda a fazer campanha por si próprio há anos, e gozou de vários palcos privilegiados para esse efeito, e soube tirar partido deles como nenhum outro; (3) Marcelo não pediu apoio partidário a nenhum partido, ele é apoiado por quem o quer apoiar voluntariamente, tal a sua independência pessoal, partidária, logística e financeira capaz de financiar a sua campanha eleitoral com sucesso; (4) o candidato tem uma experiência socioprofissional (gestão de direcção de jornais) e na área político-partidária invejável, o que o torna um "animal político" com vocação para o exercício do poder político, mormente ao nível do conhecimento de que dispõe em matéria de Direito Constitucional, área em que é expert

Por fim, importa sublinhar que Marcelo é um candidato com elevada notoriedade no Portugal profundo, do Norte ao Sul, do litoral ao interior, feita dentro e fora dos écrans de televisão há décadas, e que essa notoriedade é agora potenciada para promover a sua imagem de candidato presidencial. 

A sua relevância actual é tal, que importa mais saber o que Marcelo irá fazer nos primeiros meses de 2016 (convocar ou não eleições legislativas antecipadas), já na qualidade de PR, do que o que a ave rara de Belém, o homem da banana da Madeira, irá fazer nos próximos dias.

É por estas características pessoais e circunstâncias em que Portugal se encontra, que Marcelo antes de ser candidato presidencial, já assume o papel de presidente da República no activo. E é esta circunstância política específica, singular em Portugal desde 1974, que fazem do candidato Marcelo um candidato vencedor à 1ª volta. Goste-se ou não dele.

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