quinta-feira

Sedução política e fragmentação da esquerda


O centro-direita percebeu que algo mudou na vida política e parlamentar portuguesa, pois desde de 4 de Outubro que o PCP e o BE ganharam a sua maioridade política e fazem corresponder esse novo status partidário a uma nova correlação de forças que passam a ter em interacção com o PS, como partido charneira a liderar toda a esquerda em Portugal - à qual o bloco do centro-direita (ou neoliberal em que o PSD se transformou, além do CDS ultramontano) se opõe.

Assim sendo, e tendo o PS, o BE e o PCP uma maioria absoluta na actual composição parlamentar - é previsível que a conduta do CDS e do PSD seja a de tentar minar e seduzir vários deputados do PS a votarem contra a férrea disciplina partidária do Largo do Rato - de modo a esfrangalhar aquela maioria de esquerda e, desse modo, viabilizar o governo mais iníquo, injusto e impreparado (Paf) que a democracia portuguesa gerou desde 1974. 

Este é o momento da sedução, das falsas promessas, do "pescar à linha" nos partidos adversários da Paf para permitir a manutenção da austeridade e o agravamento da pobreza, da injustiça, das desigualdades e do desemprego em Portugal que, em rigor, foi o resultado de 4 anos de (des)governação PSD-CDS em Portugal. 
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UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE 4 ANOS DE DESASTRE SOCIAL, ECONÓMICO E FINANCEIRO



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