sexta-feira

As faces da teoria da demissão política: o caso Miguel Macedo

A razão pela qual um ministro se pode demitir (ou ser exonerado pelo PM) radica na sua manifesta impreparação e incompetência (e/ou inexperiência); porque perdeu base de apoio dentro do governo onde opera; ou incorre em crimes de natureza económica e financeira que tolhem manifestamente a sua credibilidade e impedem a prossecução dessa relevante função que é ser-se ministro da república. 

Ora, Miguel Macedo tinha experiência política, gozava de apoio dentro do governo, tinha até uma relação privilegiada com o CDS de Portas, de quem é amigo pessoalíssimo e gozava de apoio junto das corporações militares e, na generalidade, nos vários sectores da sociedade portuguesa. Era até um dos ministros que menos erros cometia, ao invés do ministro da Defesa Nacional, esse grau zero da coisa pública, pelo que tinha (ainda!) alguma cotação política junto da opinião pública (e publicada).

Depois, para abreviar a estória, porque não me apetece mexer mais em estrume, e o dito Macedo, que sabia que tinha que se demitir e demorou demasiado tempo a perder a sua imunidade política, ficou soterrado. 

Oxalá consiga um milagre, o qual passa por demonstrar a sua inocência num processo cujas causas, motivações e contrapartidas todos os portugueses conhecem demasiado bem  neste país de chineses ocidentalizados.

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