quarta-feira

Todos os anos Portugal arde e arde sem limites. Temos um pirómano em S. Bento

Imagem que circula no rizoma
Há umas décadas a esta parte milhares de hectares em Portugal ardem, com isso destruindo valor económico à floresta e à nossa economia e gastando recursos à Protecção Civil, Bombeiros e demais instituições que, directa ou indirectamente, são chamadas a combater e a extinguir esses incêndios. 
- Muitos dos quais, consabidamente, são de origem criminosa e os seus fautores são pessoas com desequilíbrios mentais, alcoólicos, pessoas de índole vingativa, pirómanos, empresários do sector das madeiras que têm algum interesse nesse tipo de desgraça social.
- Isto é conhecido. A Protecção Civil tem estudos sobre o perfil dos agentes criminosos e as motivações geradoras dos incêndios em caso de fogo posto, i.é, de natureza criminosa, e também conhece os resultados dos incêndios decorrentes de causas naturais, ou de cuja ignição seja por causa natural.
- Perante isto o que tem feito o Estado (!?), designadamente através de quem tem responsabilidades, tutela e funções específicas nesta área, que é o Ministério da Administração Interna (MAI) - a fim de minorar, de ano para ano, este tipo de catástrofes sociais que têm um profundo impacto negativo no ordenamento da floresta e da nossa economia?
- Diria que o Estado, ou melhor, este Governo que o representa (o XIX Governo (in)Constitucional) pouco ou nada tem feito para, no plano político, estratégico, fiscal e operacional - minorar este flagelo nacional.
- Uma das medidas que poderia, desde já, ser aplicada seria através de benefícios fiscais e, no limite, isenções fiscais no âmbito dos IMIs relativamente aqueles proprietários que, comprovadamente, demonstrassem não conseguir extrair rendimentos suficientes dos seus terrenos - os quais não sendo devidamente cuidados se transformam em pequenas "lareiras" a céu aberto. Desse modo, os proprietários que até ao momento não têm condições financeiras para cuidar do seu património teriam, doravante, uma ajuda efectiva e imediata do Estado para tratar das suas propriedades, muitas das quais se encontram votadas ao abandono e são, em inúmeros casos, fonte de ignições que - se fossem cuidadas e os seus proprietários ajudados pela via fiscal - não teriam mais razão de ser. O problema é que o Estado em Portugal não existe para ajudar o cidadão, existe apenas para lhe sacar o imposto e, se possível, confiscar e penhorar os bens ao mínimo atraso no pagamento dos impostos, muitos dos quais exagerados e iníquos.
- Mas para que isto acontecesse seria necessário Portugal ter um Governo de homens e de mulheres sérios, competentes e com uma visão prospectiva dos problemas. 
- Em vez disso, Portugal tem em S. Bento uma multidão de indigentes que, desconhecendo o valor estratégico da prospectiva e da necessidade do planeamento da floresta nacional, e da coordenação operacional com outras dimensões das políticas públicas, designadamente com a componente fiscal (ao nível de um abaixamento dos IMis, como acima referi), tudo parece agravar-se de ano para ano, quando deveria ser o inverso.
- As áreas ardidas, de ano para ano, são cada vez maiores, o tempo passa e as autoridades revelam uma atávica incapacidade em extraír (i)lações dos erros cometidos no passado recente.
- Ora, isto procede deste modo, e não doutro, porque em S. Bento está um pirómano e não um "verdadeiro bombeiro". Por regra, estas falhas (políticas) pagam-se caro, muito caro. E é por isso que Portugal estar literalmente a arder. 

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