terça-feira

Ainda o elefante no meio da sala europeia


Todos nós já estamos fartos, fartinhos deste mono-assunto que domina a actualidade europeia, comunitária, internacional e global - que é a questão grega. E por duas ordens de razões:

1. Por um lado, é certo que em cada país da Europa, por razões de força ou de debilidade económica e de proximidade (incluindo aqui Portugal, sempre na calha dos especuladores e da voracidade dos mercados, que fazem disparar as taxas de juros que agudizam o pagamento do serviço da dívida) - a questão grega comporta uma dimensão sistémica, ou seja, a sua saída da UEM implica, necessariamente, custos financeiros, sociais e económicos para os demais países da zona €uro, muito em particular Portugal. O que é confirmado por empresários, toda a banca, decisores públicos e privados, enfim, os players que decidem o destino da economia nacional, asseveram que o problema grego é, por extensão, um grave problema para a economia portuguesa. Só mesmo Passos coelho, que é licenciado em Economia, mas é um ignorante funcional, é que não compreende (ou finge não compreender!!) esta realidade monumental. 

2. Por outro lado, urge que a questão grega seja negociada e resolvida a fim de libertar os media da cobertura quase obsessiva do tema, o que permitirá libertar o foco para outros temas, assuntos e problemas das várias agendas políticas, sociais, culturais, etc dos demais países da Europa.

Numa palavra, é útil que "o elefante saia imediatamente da sala", mas não a qualquer custo, até para que a Europa recupere o seu fôlego desenvolvimentista, a solidariedade intra-comunitária recomece e, de caminho, se aproveite a dinâmica de reforma também para refundar as instituições comunitárias. Já que o projecto europeu não se pode reduzir à vontade de Merkel, aos superavits da sua economia e à vontade egoísta do directório franco-germânico. 

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