domingo

Sampaio da Nóvoa pode "fazer o impossível"

Nota prévia: Escrevemos ontem aqui que o maior desafio para Sampaio da Nóvoa será conseguir federar a esquerda liderada por A.Costa, que ficou órfão do candidato desejado, qual D. Sebastião que navega nas águas internacionais do Alto Comissariado para os Refugiados e que almeja vir a presidir à ONU. 
- Contudo, Nóvoa demonstra também que não é apenas mais um catedrático gongórico (semelhante àqueles que se passeiam pelo Facebook enchendo a boca de citações históricas e que nunca fizeram nada na vida além de dar umas aulinhas fastidiosas re-citando os clássicos do pensamento político); ele sabe fazer coisas e tem capacidade de gestão, gerindo contrários institucionais graves que se antagonizavam - ao fazer a tal fusão de universidades, que tinham marcadamente as suas capelinhas. Por outro lado, a história não terá inevitavelmente de se repetir - quando se compulsa o candidato de Sá Carneiro a Belém, em 1979/80 (General Soares Carneiro imposto à direita, dividindo-a) ao agora candidato putativo da esquerda, caso o PCP e o BE convirgam para o mesmo ponto de luz: Sampaio da Nóvoa.
- E por uma razão simples: o eleitorado português já está um pouco farto dos chamados candidatos do sistema, e Marcelo Rebelo de Sousa, que anda a fazer intriga política desde que nasceu, não deixa de ser mais um candidato com essa proveniência e esse registo/ADN, apenas gozando da vantagem de ser um comentador cimeiro entre os comentadores e de ter notoriedade, mas quem tem alguma cultura política sabe que 80% do que pensa, afirma e sugere no espaço público é auto-promoção que visa preparar o seu próprio terreno às presidenciais. Ainda que dissimulado, é um candidato ensimesmado que fará as mesmíssimas cedências ao centro-direita que Cavaco lamentavelmente tem feito em desfavor dos portugueses e da economia nacional.
- O povo português pode rejeitar esta característica dos candidatos de dentro do sistema e, por uma vez na vida pós-democrática, romper essa bolha da continuidade política viciada e ser inovador e arriscar um candidato outsider, como é Sampaio da Nóvoa. 
- Afinal, aquilo o que os portugueses terão de fazer é comparar o perfil dos candidatos, e também o de Sampaio da Nóvoa, e compulsá-lo com a conduta do sr. Silva e o que este tem feito (ou não!!) em Belém (violando as normas constitucionais quase diariamente para proteger o Governo impreparado de passos coelho), e se o eleitorado fizer esse exercício chegará à conclusão que entre o que está (sr. silva) e um candidato com o perfil de Nóvoa, mesmo que não consiga federar toda a esquerda, é um oásis que se perfila no horizonte dos portugueses.
- Se o dilema se colocar entre Nóvoa e Marcelo eu não terei qualquer dúvida em excluir este em favor daquele. 
- E é útil notar, por outro lado, que cavaco ganhou as últimas eleições presidenciais com apenas 22% dos votos, talvez por isso tenha sido ao longo do mandato o agente de meia dúzia de amigos, em prejuízo da generalidade dos portugueses que deveria ter sabido representar. 

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Sampaio da Nóvoa pode "fazer o impossível"



Sampaio da Nóvoa pode 'fazer o impossível'

António Sampaio da Nóvoa anunciou este sábado em Arouca que irá apresentar a sua candidatura à presidência da República no dia 29 de abril, manifestando-se disponível para tentar "fazer o impossível".
"Confirmo que serei candidato à presidência da República e, tal como tinha dito há cerca de um mês, anunciarei isso até ao final de abril", declarou o antigo reitor da Universidade de Lisboa. 
A apresentação oficial da candidatura de António Sampaio da Nóvoa às eleições presidenciais de 2016 irá realizar-se às 19h30 de 29 de abril, no Teatro Trindade, em Lisboa. 
A existência de sondagens que lhe atribuem poucas probabilidades de vencer a corrida não o preocupa. "Na Universidade nunca tive caminhos fáceis, costumava dizer que o que me dava mais prazer era fazer o impossível e fiz vários impossíveis", realçou.
"Fiz o impossível de juntar as duas grandes universidades de Lisboa, fiz muita coisa que me disseram no primeiro dia que era impossível fazer", continuou Sampaio da Nóvoa. "Preocupa-me se é necessário fazer ou não. Se é preciso fazer e tem um sentido para Portugal e para os portugueses, será feito", rematou. 
Quanto a eventuais apoios por parte dos ex-presidentes da República Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, o atual professor catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências de Lisboa afirmou: "Antes de se ser candidato não se pedem apoios a ninguém".
Sampaio da Nóvoa assumiu ter "conversado" com diversas personalidades "dentro e fora dos partidos". "Não tenho o apoio de ninguém porque não o pedi - antes de haver uma carta de princípios e um programa de candidatura, não seria legítimo estar a colocar esse tipo de questões", adiantou.
Já no que se refere ao apoio por parte de um partido, o reitor honorário está disponível para avançar sem uma estrutura partidária, mas admitiu que, mesmo em contexto autónomo, não apreciará ser referido como candidato "independente". 
"Não gosto da palavra porque poderia querer dizer que somos 'independentes' de causas ou pessoas e eu estou comprometido com causas, estou ao serviço de determinados projetos e ideias", explicou. "Mas quererei fazer uma candidatura com independência, marcar as minhas ideias, apresentá-las na altura própria e, obviamente, ficarei muito contente com todos os apoios que possam decorrer a partir daí - mas nunca antes disso", concluiu.
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