quarta-feira

A coerência trágica do PM

Nota prévia: A coerência trágica de Pedro passos coelho consiste num verdadeiro absurdo político. É normal supor que PPC "segurasse" o secretário de Estado da Penhora & Confisco, o sr. Núncio, o fiel executor do AUSTERICÍDO (indo muito para lá do memo da troika), pois devemos recordar-nos que, durante meses a fio, Coelho "segurou" o precário dr. Miguel Relvas, e só quando a posição deste se tornou verdadeiramente insustentável na opinião pública, é que aceitou a sua demissão. Isto revela bem a coerência trágica do PM de Portugal. A coerência em relação àqueles que lhe são fiéis e trabalham no Estado - não para a promoção do bem comum - mas para proteger a posição e os "podres" dum PM que revelou não ter carácter e, no domínio político, é uma pessoa impreparada e incompetente. Condição que faz de Passos coelho uma persona non grata a Portugal e aos portugueses. É só uma questão de tempo. Infelizmente, o alegado PM não vive para governar Portugal, sobrevive para se desculpar.

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Passos defende secretário de Estado. "Não há qualquer razão para pôr em dúvida Paulo Núncio", Link


Passos defende secretário de Estado. "Não há qualquer razão para pôr em dúvida Paulo Núncio"
Fotografia © ESTELA SILVA/LUSA

O primeiro-ministro mantém a confiança no secretário de Estado, repete que o Governo não sabia da alegada existência de uma lista VIP e defende que Brigas Afonso fez bem em demitir-se.

O primeiro-ministro reagiu ao início da tarde à demissão do diretor geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), António Brigas Afonso, esta manhã, em sequência da polémica lista VIP de contribuintes. "Ele fez bem em ter apresentado a demissão porque o Governo nunca admitiria que um procedimento desta natureza pudesse existir", disse.
Passos Coelho reafirmou que a informação que a AT passou ao secretário de Estado Paulo Núncio foi que "tal lista nunca tinha existido".
O chefe de governo, que já no debate quinzenal da semana passado, havia garantido que essa lista não existia, disse hoje que "nunca aceitaria que um procedimento desse tipo pudesse ter existido".
Pedro Passos Coelho considerou que Paulo Núncio tem condições para continuar no Governo e que a sua posição não está fragilizada na sequência deste caso. "Não há qualquer razão para pôr em dúvida a posição" do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, disse.
O primeiro-ministro explicou ainda a razão para o ministério das Finanças ter pedido à Inspeção Geral das Finanças a abertura de um inquérito. "Quem teve a ideia, quem deu parecer favorável, quem concebeu que o Estado pudesse funcionar nestes termos? É isso que temos de apurar. Como é que isto se processou", afirmou, repetindo que o "Governo não tomou conhecimento sobre esta matéria".
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Obs: Pergunte-se a Coelho, na ânsia de encontrar um bode expiatório, se acha que quem teve a ideia de elaborar a famosa lista VIP foi o seu antecessor, José Sócrates. 
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