quarta-feira

Atentado terrorista em Paris - na sede de jornal que publicou caricaturas de Maomé faz pelo menos 12 mortos

ALLAH AKBAR - DEUS É GRANDE - terão gritado os dois terroristas que pretendiam vingar o profeta Maomé por causa da publicação de caricaturas sobre aquele. Com 5 milhões de imigrantes que professam a religião islâmica a França defronta-se agora, no seu próprio seio, com terrorismo urbano profundamente perigoso. É uma guerra não declarada, mas guerra feita aos europeus na sua própria casa.


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Atentado terrorista na sede de jornal que publicou caricaturas de Maomé faz pelo menos 12 mortos







"França está em choque com este ato de excecional barbárie. Mas temos que mostrar que somos um país único e que sabemos reagir como deve ser, com firmeza, mas sempre com a preocupação da unidade nacional", disse o Presidente francês, François Hollande, em declarações aos jornalistas no local, sublinhando que o país sabia que estava sob ameaça e que nas últimas semanas foram evitados vários atentados.
"Este ato bárbaro nunca vai extinguir a liberdade de imprensa. Nós somos um país unido que vai reagir e não bloquear", acrescentou.
Algumas testemunhas locais relatam ter ouvido os atacantes a gritar: "Vingámos o profeta. Matámos o Charlie Hebdo".
Neste momento, a polícia científica e técnica encontra-se nas instalações do jornal.
Entretanto, o governo francês elevou o nível de alerta terrorista e ativou um Plano de Vigilância, estando as autoridades na perseguição dos autores. Há 40 pessoas protegidas.
Dentro de horas será divulgado um balanço final. O Presidente francês já convocou uma reunião de emergência com os ministros no Palácio do Eliseu às 14h locais (13h em Lisboa).
"Os atacantes sabiam que havia nesta quarta-feira às 10 horas a reunião editorial semanal, que reunia a maioria da equipa. Nos outros dias não há muitas pessoas nas instalações", explicou um jornalista da publicação ao "Le Monde".
O "Charlie Hebdo" é um semanário satírico com posições muito violentas, sendo a sua redação maioritariamente compostas por jornalistas da esquerda pluralista e abstencionistas, Profundamente ilustrado, as suas edições incluem muitas crónicas e de tempos a tempos são publicadas reportagens de jornalismo de investigação, sobre temas diversos como seitas, a extrema-direita, o catolicismo, o islamismo, o judaísmo, a política e a cultura, entre outros. 
O jornal foi incendiado em novembro de 2011, não se tendo registado, contudo, vítimas. Além disso, a publicação era alvo de frequentes ameaças.
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Obs: O pior atentado terrorista do último meio século em França. Tudo  por causa da liberdade de expressão e de imprensa e de cartoons sobre o profeta Maomé. 
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