quarta-feira

Adeus Parlamento, olá universidade. Seguro renuncia ao mandato de deputado



"Terminou mesmo" esta fase da vida política do ex-líder do PS. A Renascença apurou que António José Seguro vai voltar a dar aulas.
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Alguns dos amigos mais próximos de Seguro ainda o tentaram demover. Mas, segundo a mesma fonte, este apelo não teve qualquer efeito: Seguro coloca mesmo um ponto final neste ciclo político. “A palavra está dada e não volta atrás.”

A decisão já foi comunicada por Seguro a algumas das pessoas que lhe estão mais próximas com uma outra garantia: Seguro não tem, nem terá, qualquer envolvimento no próximo Congresso Nacional. Só não abdica da sua actividade cívica. 

Quanto ao futuro, a mesma fonte disse à Renascença que Seguro regressa à actividade privada: foi convidado, e aceitou, para voltar a leccionar numa universidade.

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Obs: Após registar esta notícia que, à priori, revela "firmeza de carácter e dignidade", pergunto-me se, afinal, Seguro não deveria manter o ser lugar de deputado para, dessa forma privilegiada, e aproveitando o púlpito da casa da democracia que é o Parlamento, ir denunciando os excessos e erros do Poder ainda em funções, as erradas políticas públicas do XIX Governo (in)Constitucional e, não menos relevante, denunciar a confusão entre os negócios e a política (insinuando com isso que Costa era corrupto e/ou corruptível) que o ex-líder do PS afirmou existir no decurso das Primárias do PS.

Seguro não quis ficar. Ou teria tudo ou não teria nada. É compreensível, sobretudo quando andou a penar na oposição durante 3 anos - ainda que fazendo uma oposição pífia, nunca ganhando um único debate parlamentar ao actual PM, um tremendo erro de casting na vida pública nacional. 

Regressa à Universidade, sem doutoramento e sem obra publicada que se lhe conheça ou reconheça. O que revela que as universidades, perversamente, acabam por funcionar como "armazéns de luxo" daquilo que a política rejeita. 

Costuma-se dizer, neste caso talvez com algum excesso e alguma injustiça - Que quem sabe, faz; quem não sabe, ensina

Espero que Seguro possa saber fazer e ensinar na academia o que não soube e conseguiu na vida política activa, mas talvez não fosse má ideia começar por fazer algum trabalho académico, até para se credibilizar científicamente, já que muitas das ideias e formulações que apresentou em sede parlamentar, como aquela estapafúrdia deliberação de reforma do sistema eleitoral com redução do número de deputados, pelo modo, timing e a substância com que foi apresentada, não augura nada de bom. 

Seja como for, votos de boa sorte ao novel académico neste Portugal de doutores!!!

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