terça-feira

Nuno crato e a maldade


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Nessa mega-extensão do Terreiro do Paço em que se converteu o ministério da 5 de Outubro, há já quem pense e defenda que o caos instalado na Educação em Portugal, específicamente ao nível da colocação de professores, não foi mais um erro grosseiro inconsciente de Crato mas integrou, deliberadamente, um plano para dificultar a vida a umas largas centenas de professores, com eles cessando contratos unilateralmente e após estes já terem dado início às aulas no arranque do ano escolar. 

Ou seja, em bom português este caos, que Crato deseja fazer crer tratar-se de mais um engano na lista de ordenação e de colocação de docentes no âmbito das bolsas de contratação, decorre, afinal, duma intenção planeada e cirúrgica em atrasar a colocação definitiva de centenas de docentes e, com isso, "poupar" umas dezenas de milhar de €uros ao orçamento do ME em salários que Crato deixaria de pagar aos docentes. 

Por outro lado, as mentiras sistemáticas (patentes nas declarações) do ministro Crato no Parlamento - assumem tamanha gravidade que, nos EUA, por exemplo, este sujeito já há muito teria sido demitido do governo por PERJÚRIO (continuado).

Por cá, ao invés da boa norma e da boa ética, o perjúrio rende politicamente ou, pelo menos, vai adiando a queda desse cadáver adiado que é o XIX Governo (in)Constitucional. 

Se esta leitura, mais maquiavélica, porventura menos distante da realidade dos factos, colher - será também de admitir que esta barbárie na Educação não foi planeada e executada apenas com o pessoal político da 5 de Outubro, mas foi orquestrada por S. Bento, ou seja, com a cumplicidade activa do próprio PM e o apoio logístico do Terreiro do Paço, que é verdadeiramente o ministério que manda na Educação e nos demais sectores em Portugal.

Neste caso, impõe-se a  questão: para quê e porquê tudo isto? Por que se montou este caos organizado para "lixar" a vida a umas dezenas de milhar de docentes e a muitos mais milhares de alunos?

A origem da maldade parece residir na ideologia, no programa de governo e na tentativa de diminuir o défice, e para o efeito todas as poupanças são escassas, mas nunca se hesita em sacrificar os fins aos meios; trucidam-se as pessoas em nome do equilíbrio orçamental, que irá derrapar (teme-se!!) acima dos 4%.

Estas são as principais paixões deste governo: a INCOMPETÊNCIA, a DESUMANIDADE, a CRUELDADE, a OBSESSÃO PELO EQUILÍBRIO DAS CONTAS PÚBLICAS.

Esta é, em rigor, a filosofia que anima a conduta miserável deste governo, que também poderia ser apresentada, segundo a afirmação de Dante: Superbia, invidia e avarizia sono/le tre faville ch´anno e cuori accesi".

Um pouco ao estilo dos três flagelos da Humanidade (guerra, fome e peste), estas paixões básicas alimentam-se umas às outras. O hábito de considerá-las indissociáveis reforçou-se com o facto de se oporem em bloco aos ditames da razão.

Em suma: sabemos que quer Passos coelho quer N. crato têm apetites e paixões, o problema aqui reside no facto de a promoção dessas paixões se tornarem em verdadeiros crimes contra as pessoas, certas pessoas, e contra a sociedade no seu conjunto. Crimes que irão, novamente, ficar IMPUNES.

Ainda que se admita que as paixões podem conduzir os homens à ideia de serem "maus", têm, porém, interesse em não o ser. Mas também aqui, pela substância (incompetência), forma (arrogante e sobranceria) e estilo (frio, distante e cruel), quiça para ocultar toneladas de erros grosseiros e de incompetência na colocação de docentes no arranque deste ano lectivo, Nuno crato é a encarnação desta VIL governação que tem literalmente destruído a vida a milhares de pessoas e, por essa razão, é a encarnação do diabo no XIX Governo dirigido ainda por Passos Colho, de quem é o principal cúmplice. 

Em rigor, isto são crimes de Estado (em grosseira violação da CRP) - que este pratica contra as pessoas e a sociedade. Amanhã, a História irá registar este período criminoso da nossa vida colectiva numa nota de pé-de-página - escrita a carvão e com inúmeras cruzes. 


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