sábado

Agustina Bessa-Luís: um ser tão genial quanto paradoxal e enigmático





Bebeu de Camilo o melhor deste, foi influenciada por Raul Brandão, produziu eficiente ficção nacional. 

Depois, conseguiu construir uma linguagem simbólica, com densidade intuitiva espelhando uma sabedoria telúrica e ancestral hoje perdidas, mas que Agustina recuperou e transmitiu de forma ímpar e numa escrita sempre referenciada geo-espacialmente. 

Em Agustina, além da recuperação forte e intensa das mais profundas raízes rurais, passadas entre Douro e Minho, identifica-se também um estilo verdadeiramente único, paradoxal e enigmático, como ela própria gosta de cultivar na sua oralidade e, em rigor, corresponde à natureza humana. 

Agustina é um ser verdadeiramente rico e complexo que debita toneladas de saber, costumes, tradições acerca da condição humana, nas suas riquezas e misérias, que, devidamente conhecidas, só enriquecem a história de um povo e duma nação. 

Por todas estas razões, a escritora Agustina Bessa-Luís merece releitura atenta e séria meditação. Até porque não há outra(s) que consiga ombrear com ela em Portugal.

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