quarta-feira

Narciso Miranda, o iPhone e a família

Narciso e o iPhone

Autarca em Matosinhos durante cerca de 30 anos. Este facto, de per se, é já um sintoma de doença e de profunda degradação da democracia local em Portugal. 

- A lei deveria impedir estas práticas, só típicas duma ditadura - que não convive com a rotação e a alternância no poder. É, aliás, uma prática contrária à democracia pluralista e ao estado de direito - que supostamente professamos. 

- Todavia, o caso de Narciso não é o último por esse Portugal profundo. O problema é velho e padece da excessiva permanência no poder, o que fideliza as clientelas e abre a porta à corrupção pura e dura. 

- Os autarcas, sem querer generalizar, até porque há casos de verdadeira abnegação ao cargo e devoção ao serviço público com excelentes resultados sociais e potenciando a democracia local em Portugal, são  os últimos exemplos de homens que presam a família acima de tudo. Talvez seja por isso que a primeira coisa que um candidato faz, assim que é nomeado presidente de Câmara, é rodear-se de familiares e amigos, como se estivesse na Consoada.

- Alguns autarcas, por permanecerem demasiado tempo no cargo, como é o caso em apreço, abusam dessa suposta vantagem e, além da família, revelam-se também demasiado "tecnológicos"...

- Depois termina tudo na justiça, mas com a particularidade de os réus já terem abandonado os cargos públicos que desempenharam por excessivo tempo.

- Pergunto-me o que sucederá a certos agentes políticos nacionais, vis-à-vis os assuntos da Segurança & Defesa (compra de submarinos, por ex.) - quando abandonarem os cargos que hoje desempenham?!

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