sexta-feira

A partida de Fernando Tordo representa a decadência de um sistema, a pobreza de um povo, a desesperança..

Pouco importa se a partida de Tordo é direita ou de esquerda, ou mesmo do centro; ela representa, seguramente, a falência de um sistema de regras que assegura uma democracia (representativa) que não garantiu o prometido - 4 décadas após a revolução dos Cravos. Não obstante termos a democracia (possível), a liberdade (coarctada) e a justiça (lenta, cara e cega) neste canto da Europa - dirigida pelo directório unipessoal de origem germânica. 

Democracia, liberdade e justiça ainda não rimam com coesão social, crescimento e desenvolvimento - os conceitos de sempre que decidem se uma nação está ou não no rumo certo. 

Por isso, é duma profunda amargura verificar que até a geração grisalha - que já deveria estar a reformar-se com qualidade de vida e de bem-estar (virada para o lazer e a companhia dos netos), ser compelida a emigrar em busca de melhores condições socioeconómicas. 

Os partidos do arco da governação, os patrões, os sindicatos, o conjunto das forças sociais terão de entender-se quanto a um novo modelo de desenvolvimento social e económico, porque este, volvidos 4 décadas de Abril - não atingiu as metas desenvolvimentistas que desejávamos. 

Esta não é uma constatação de direita ou de esquerda, é uma verificação trágica do ponto em que nos encontramos, ou seja, de empobrecimento estrutural do povo português (e também do seu tecido económico) - que vive hoje a maior desesperança desde o pós-II Guerra Mundial. 

Será isto aceitável no 1º quartel do séc. XXI ?!


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