sexta-feira

O oportunismo medíocre de fujão barroso - o cherne também conhecido pelo transmontano de Bruxelas

UE: Barroso acusado de favorecer Paris e Berlim

"O presidente da Comissão Europeia (CE), Durão Barroso, está a ser alvo de críticas da sua própria equipa por, dizem alguns comissários, ceder com facilidade às pressões dos grandes estados da União Europeia, em particular do eixo Paris-Berlim, avança o Diário Económico esta sexta-feira.

Os críticos alegam que Durão Barroso, projectando garantir um segundo mandato em Bruxelas, foi extremamente expedito em pôr de lado as medidas de abertura do mercado europeu para agradar aos poderosos governos da UE, especialmente a França e à Alemanha." (...)

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Notas macroscópicas:

Os comissários do Mercado Interno (Charlie McCreevy), do Comércio (Peter Mandelson) e da Concorrência (Neelie Kroes) já vão conhecendo a "peça" que durão é, a sua falta de liderança e visão estratégica para a Europa - de par com os fretes que vai fazendo ao eixo Paris-Berlim. Não me surpreende.. Informamos aqui aquela troika de Comissários que não se espantem, ou que até se informem melhor, dado que o referido "cherne" (cognome colocado por sua esposa) se especializou em negociar acordos secretos que depois saíram furados, embora tenha a fama de ser um bom negociador.

Ainda me lembro quando, há cerca de 18 anos atrás, o bom do dr. durão foi à U.Lusíada dar uma daquelas suas aulas-macacas para falar sobre regimes africanos - em que sempre se julgou entendido, e explicou aos jovens que então o tiveram a paciência e benevolência de o ouvir que o segredo duma boa negociação era mentir um pouco às duas partes em conflito para as aproximar. Nós vimos o resultado dessa estratégia na paz dos cemitérios em Bicesse entre Unita e MPLA em Angola, e estamos a ver agora os jeitaços sabujos que o presidente da Comissão europeia faz à França e à Alemanha, no sentido de evitar diferendos com esta - na sequência de certas infracções cometidas - dado que a Alemanha será a próxima presidência rotativa da UE.

Este durão ainda acabará os seus dias de espanador na mão - a limpar os vidros dos gabinetes do eixo franco-alemão atendendo aos favores (cúmplices) que lhes faz. Ou então vai até à Suíça para aí obter uma bolsa de estudo para escrever outro miserável livrinho sobre sistemas partidários. De caminho, para facturar, pode ainda recomendar à turba que compre carros de marca VW - a fim de pagar favores antigos.

Cremos que o adiantado estado de decomposição político-estratégica - que pura e simplesmente não existe hoje na União Europeia - qual "elefante branco" em que se transformou - que já nem valerá a pena durão ir pedir conselho a António Vitorino, nem ler os artigos deste no DN - porque também já seria tarde de mais, além de não os compreender. Durão é mais um caso de irracionalidade funcional que chegou à política activa porque, tal como sLOpes, um dia apertaram a mão a Sá Carneiro. O povo sempre adorou estas merdices. E às vezes fica-se importante, ganha-se estatuto por causa dum "bacalhau". É assim que as coisas funcionam em Portugal.
Este fujão barroso faz mesmo jus ao cognome que um dia imputou ao seu fidagal inimigo sLopes, quando lhe chamou um misto de Gabriel Alves com Zaandinga. Hoje sLopes, do alto das suas percepções (que confunde com realidades) poderia dizer exectamente o mesmo dele. As voltas que a estória dá... SEndo certo que Portugal, com estes dois cromos só perdeu. E para haver justiça política - o país deveria hoje ser ressarcido desse rombo - pedindo-lhes uma choruda indemnização - que reverteria para um fundo a aplicar na beneficência dos pobres, desvalidos e aleijadinhos de Lisboa (e do país) que continuam a andar por aí...
Afinal, estamos no Natal, bem poderiam contribuir...