quinta-feira

Big-bang dos astros presidenciais...

  • Parece uma equipa de futebol sortida..., mas não é!
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  • No horizonte das eleições europeias e das autárquicas estão, abruptamente, as legislativas. Mas depois de ver e ouvir todas as performances de S. Lopes fiquei mesmo com a percepção de que ele já interiorizou a derrota. Ontem, com a entrevista rigorosa e implacável de Constança Cunha e Sá ao dito na TVI, validou essa perspectiva. Mas continua a fazer um esforço de dissimulação para o ocultar. É normal que um político o queira fazer, prometendo sempre o irrealizável. É da natureza das coisas, ou está inscrito nas estrelas, como diria o Mr. Barroso, hoje na "Bruxe-lândia".., o mesmo que, pela desmesurada ambição pessoal, precipitou Portugal no caos..
  • Entendo mesmo, que deveria ser Durão, e não S. Lopes (que deveria ter ficado na CML concertando os sarilhos, leia-se os buracos, que legou ao seu amigo de liceu que agora me escapa o nome), quem deveria ser julgado nesta legislatura. Uma vez que este sempre foi um erro de casting, alimentado com uma certa memória de Sá Carneiro, com que sempre sonhou. E de tanto sonhar acabou por realizar esse sonho. Mas Portugal jamais lhe o agradecerá.
  • Mas o ponto que aqui quero sublinhar é o seguinte: vivemos num perído estranho, pois pela 1ª vez na história política portuguesa, o poder democrático foi legado monárquicamente, e depois.. Bom, depois, foi um arrazoado de enganos, erros, omissões, "barracas", neocensura, vendettassicilianas e o mais que aqui não cabe descrever nem pormenorizar. Os portugueses mais atentos já sabem.
  • Daí o valor funcional destas legislativas para quem sabe que as vai perder: estas legislativas, são a antecâmara das presidenciais em 2006.
  • O “factor Marcelo” e Cavaco concorrem, agora, como rainha e rei de um xadrez que ainda nem sequer começou... Um xadrez que impende sobremaneira nos ombros largos de P.S. Lopes, que tem de eresponder por 7. 1% de desemprego em Portugal. Cuja desgraça, curiosamente, atribui ao PR, dr. Sampaio, pelo facto de ter dissolvido a AR, e o governo, de seguida, porque é caprichoso e orgulhoso e para mostrar que tem autoridade e controlo, demitiu-se. Demitiu-se, mas, paradoxalmente, continuou a governar como se tivesse ganho na véspera uma maioria absoluta. Só os cegos, que não querem ver, é que, de facto, não entendem esta verdade comezinha... Sem ofensa para os invisuais, é claro.
  • Ora é neste quadro político que ressaltam as presidenciais, que têm uma relação estreita com a distinção entre os protagonistas políticos (que buscam alterar as circunstâncias, as configurações e as condições de desenvolvimento); e os personagens políticos (que escondem os factores de mudança e ambicionam glória para gáudio pessoal e ilusão para as multidões).
  • Uns são autênticos; outros usam máscaras. Marcelo avança se Cavaco não descolar; e Freitas faz o take-of se Guterres se vir ao espelho. Santana Lopes é o mais ambicioso de todos, mas o menos preparado e credível.
  • Neste Big-Bang de astros políticos perfilam-se Cavaco, Guterres, Marcelo, Feitas do Amaral e, agora, depois da esperada derrota de Domingo, Santana Lopes - que nunca fez mais nada na vida senão política. Todos eles são estrelas que giram em torno do Sol, o planeta que está mais perto da Terra e representa luz, bem-estar, felicidade. Sucede, porém, que no jogo das galáxias políticas há asteróides, cometas e meteoróides. Todos integram o sistema solar da política portuguesa.
  • Mas os asteróides são pedaços de rocha que se movem em torno do Sol. Cavaco é um deles: tem carisma e capital político acumulado. Tem o PSD pendurado e o país em suspenso para o aclamar.
  • Guterres é um cometa. Um pequeno corpo gelado e balofo com órbitas muito alongadas. Quando passa perto do Sol torna-se visível e derrete. Consequência do diálogo e mais diálogo, por força disso ficou afónico, como o D. Jerónio, e pirou-se do estúdio dizendo ao país que a acção estava no intervalo e a película seguiria dentro de momentos. Resultado: abandonou Portugal em 2001 com um tremendo défice (económico, financeiro e social) e as multidões penhoradas. Foi a imagem do pântano - que hoje, manifestamente, se agravou.
  • Freitas, depois de ser um asteróide, converteu-se num meteoro, um pedaço de rocha que caiu na Terra e abriu uma cratera: a esquerda cola-o ao passado antidemocrático, a direita renega-o da história. O PP de Portas partiu-lhe a fotografia do Largo do Caldas tentando, assim, subtrair esse rosto e essa história (fundacional) à democracia portuguesa. Freitas tornou-se num especialista em autodestruição (posição sobre invasão ao Iraque, hoje revalidada), apátrida no seu próprio país. Prefaciador de livros cujos autores militam na extrema-esquerda e o mais. Tudo coerente, portanto...
  • P. Portas odeia-o mais do que ao Cunhal ou ao Louçã. Talvez por isso se dedique à dramaturgia (re)fundacional da nacionalidade dos viriatos. Se concorrer será enxovalhado. Se o não fizer acontece-lhe o mesmo. Não tem escapatória possível..
  • Santana Lopes distribuía panfletos no fim da década de 80 na feira de Carcavelos. Conseguiu ser eleito para o Parlamento Europeu ao tempo em que tinha um look parecido com os BONEY M. Além do élan que levou à Figueira da Foz, ter conhecido Sá Carneiro e abusar do seu nome, e ter sido edil da CML, nunca foi ministro e não se lhe conhece obra. Pelo facto nunca perdoou a Cavaco essa desconsideração. Por isso, tal como Freitas, é um meteorito.
  • Marcelo é o cisne dos analistas e um manipulador de símbolos. É professor e a instituição universitária está ligada aos que excluem e humilham. É uma espécie de delegado, filtro e reserva da nação que examina à lupa. Pode ser, como Marques Mendes, um asteróide, se Cavaco deixar.
  • Eis a física dos astros que uma menina me explicou. Uma menina com 12 anos..