quinta-feira

Os Mosquitos - por Roby Amorim -

Nota prévia: A propósito dos males que estes animais quase irrelevantes fazem às pessoas, vitimando-as às centenas em África e nas Américas, lembrei-me de evocar este texto admirável de Roby Amorim - que em meia dúzia de parágrafos diz quase tudo. 




- O mosquito era apenas um conivente no processo, mas nunca alguém se lembrou de o levar a tribunal.
- No declínio do Império Romano, no período dramático das invasões bárbaras, grandes áreas de terras cultivadas foram abandonadas e regressaram rapidamente ao estado pantanoso. A malária surgiu, galopante, provocando milhares de mortes. A malária e os mosquitos que a transportavam.
- Mas ninguém  foi capaz de estabelecer a relacionação. Os mosquitos eram, para os romanos, apenas incómodos, nada mais. O que os afligia era o ar malsão de cheiro desagradável que se estendia ao longo dos pântanos povoados por vegetais apodrecidos.
- A doença, era-lhes evidente, vinha do mau ar, da mala aria, embora se saiba, há muito, ser provocada por um animal unicelular que ataca os glóbulos vermelhos e se transmite de pessoa a pessoa através das picadelas dos mosquitos. Que ficaram inocentes durante muitas centenas de anos.

- por José Roby Amorim, in Elucidário de Conhecimentos quase Inúteis - 


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