quarta-feira

Vergílio Ferreira e Régio. As palavras

 (..) E agora, agora não sei o que fazer, o que dizer, não íamos imaginar que a literatura se ia transformar numa aula de físico-química. Talvez por isso não me sinto culpada, talvez por isso me deixe ir na corrente das emoções e dos sentidos.(..)
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Obs: Na velha China a palavra serve para o homem se entender, mas também para se confundir, como ocorre desde os tempos da Torre de Babel. Separam as águas de cima das águas de baixo. São a separação entre o fundamento masculino e o fundamento feminino. 
Na velha China, que aqui cruza parte da obra de Vergílio Ferreira, que celebra o centenário do seu nascimento, as palavras - que tão importantes foram naquele autor existencialista - só têm um valor sugestivo porque contêm, não a verdade, mas apenas alusões mais ou menos veladas. 
No fundo, as palavras são o instrumento maior que o homem inventou para não se desentender totalmente um do outro. 
Dúvida legítima é saber se podemos ir além da palavra, manifestando um entendimento superior entre os homens, entre as civilizações. 
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