sábado

O Ano Velho e o Ano Novo - por Vasco Pulido Valente -

Nota prévia: A minha questão, que é ridícula - como o tempo, é duvidar seriamente daquilo que Marcelo diz que come. Na qualidade e no conteúdo. A sua - alegada - dieta é tão crível, ou credível, como os livros que diz ter lido para consumo da plebe que o via e ouvia na estação de Queluz nas missas de Domingo. A ser assim, não me admiro que, amanhã, o Palácio Rosa se converta numa espécie de sub-delegação da estação de Queluz que é, consabidamente, propriedade do grupo Prisa integrado no colosso do banco SantanderToTT. 
- Espero, contudo, que a CMVM avalie essas ligações dangereuses e mande repor a legalidade na operação que, em princípio, terá sido grosseiramente violada na desvalorização deliberada das acções do Banif com o fito de o banco desvalorizado passar a não valer nada, que foi o desiderato do banco adquirente e que assim o absorveu por 150M€. Uma pechincha. Recordo que o Banif perdeu 900M€ após a notícia da Tvi. 
- Veremos, pois, para retomar o diálogo queirosinao de VPV, se o Ano Novo está do lado da legalidade, da transparência e da ética ou se, as usual, come da mesma palha viciada imposta pelas práticas ilícitas e as regras promíscuas do Ano Velho, a ponto de ter como método de referência mandar chamar a polícia...

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O Ano Velho e o Ano Novo



A. Novo — Vamos começar pela política. O que é isto aqui?
A. Velho  Eles dizem que é uma democracia. Mas, pelo que vi, não me parece: é um país muito pobre em que ninguém se entende e toda a gente protesta com imensa razão.
A. Novo  De qualquer maneira, quem manda?
A. Velho  Agora que o dr. Salgado não manda, manda o dr. António Costa.
A. Novo  E ele o que quer?
A. Velho  Quer o Estado Social, uma coisa que acabou por volta de 1964-65, mas não chegou cá a notícia. Entretanto dá umas migalhas por aqui e por ali e assusta os desgraçados que pensam em investir um tostão nesta balbúrdia. É por isso que as pessoas o acham de esquerda.
A. Novo  E mais nada?
A. Velho  Engordou, o que não lhe fica bem. Devia almoçar, dia sim, dia não, com o Marcelo: uma sanduíche de queijo e uma bolacha Maria. Vivia mais tempo.
A. Novo  E o país gosta dele?
A. Velho  Não houve tempo para perceber. O PC gosta porque não quer morrer; o Bloco gosta porque já se acha crescido  uma pura ilusão. O célebre português da rua ainda não se decidiu.
A. Novo  E esse “novo ciclo” de que se fala tanto?
A. Velho  Entraram uns, saíram outros: e os que entraram continuam a obedecer à Europa. É como o ditado: quem não tem dinheiro, não tem vícios.
A. Novo  Consta que está marcada a eleição do Presidente para o fim do mês. Quem irá ganhar?
A. Velho  Olhe que me ia esquecendo. Apareceram dúzias de candidatos, que se dão importância com esses festejos. E um candidato que come bolachas Maria, porque julga que Belém é um convento.
A. Novo  Que conselho é que o sr. me dá ?
A. Velho  Não fale seja com quem for em vias de ser arguido, ou acusado, ou a dois passos da cadeia. Cada vez que ouvir a frase “tenho a consciência tranquila”, fuja e chame a polícia.
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