segunda-feira

Mais lixo tóxico na banca portuguesa, Não Obrigado.

Nota prévia: Os portugueses podem desconhecer o que querem, mas sabem, de ciência certa, aquilo que não querem. E o que não querem é mais lixo tóxico na banca portuguesa que depois é financiada pelos impostos que o Estado saca aos contribuinte de forma escandalosa. Mas este governo, vigiado pelo BE e PCP, não cairá nessa armadilha, mesmo que queira. Os accionistas que paguem a factura; aos clientes devem ser devolvidos os seus capitais. E o Estado deve eximir-se a por mais dinheiro num banco que não é sustentável e que tem alguns aspectos semelhantes aos do BPN e BES. Há até quem diga que aquilo não é um banco, é uma "porcaria". 


Segundo a TVI, "está tudo preparado para o fecho do Banif". Processo envolve a CGD
Ou seja, caso não haja comprador será criado um "banco mau" e um "banco bom" - sendo que a ideia é integrar os "ativos saudáveis" na Caixa Geral de Depósitos. Esta decisão, porém, necessitará de "autorização europeia".
O fecho do banco criado por Horácio Roque, e agora dirigido por Jorge Tomé, provocará "perdas nos acionistas acima dos 100 mil euros e muitos despedimentos". Os depositantes, mesmo que tenham valores acima de 100 mil euros, ficarão "salvaguardados".
Na sexta-feira, o Jornal de Negócios garantia que o Estado - que detém 60% do Banif - iria avançar com o processo de venda e que os "potenciais interessados" já estariam a receber "informação detalhada". Em breve, acrescentava o jornal, os interessados iriam ser "chamados a fazer ofertas únicas e vinculativas". A TVI refere que há "seis interessados em fechar negócio" e que a administração do Banif espera receber "propostas vinculativas" de pelo menos "dois".
O banco na sexta-feira confirmou que estava "envolvido num processo formal e estruturado tendente à seleção de um investidor estratégico".
No comunicado divulgado o Banif, dizia que continuava a "implementar as medidas de reorganização societária e de reestruturação operacional previstas no Plano de Reestruturação apresentado às autoridades nacionais e comunitárias" não tendo "conhecimento de qualquer decisão da Direção Geral de Concorrência da Comissão Europeia referente ao procedimento formal de investigação atualmente em curso".
A investigação da Direção Geral de Concorrência da Comissão Europeia tenta apurar se os apoios públicos ao Banif são ilegais. Do empréstimo recebido em 2012 - na ordem dos 1100 milhões de euros de apoio estatal [empréstimos e aumento de capital) - o banco só liquidou 275 milhões e tem uma tranche em atraso, de 125 milhões, por pagar que terá de ser liquidada até final do ano.
Outro problema é o facto de ainda não estarem confirmadas as verificações de idoneidade dos novos membros dos corpos sociais nomeados em agosto (nomeadamente na direção executiva) que ainda não foram homologados pelo Banco de Portugal.
No final de novembro, ficou a saber-se da existência de um plano de reestruturação que implicaria o despedimento de cerca de 230 trabalhadores e o encerramento de 10 de balcões. O objetivo - tornar o banco de novo 100% privado - constava de carta enviada pela Comissão Europeia, em julho de 2014, ao governo português.
No início deste mês, era noticiado que o Banif tinha aberto um processo de rescisões e que antes do final do ano queria encontrar um novo acionista que ficasse com a participação do Estado, que é de 60%. O Diário Económico apontava um potencial interessado: a Apollo Global Management, e "três fundos espanhóis e outras entidades estrangeiras".
Fonte próxima do Banif confirma que há "um grupo estrangeiro - não chinês - interessado no banco", porém o valor oferecido no negócio ficaria muito aquém do que o Estado colocou no banco, e que corresponde a 60% das ações. O grupo americano Apollo já está presente em Portugal, desde setembro do ano passado, quando comprou a seguradora Tranquilidade (ex-grupo Espírito Santo). A nível mundial, a Apollo gere ativos de 127 mil milhões de euros.
Os principais acionistas, para além do Estado, são Herança Indivisa de Horácio Roque, com 6,3%, e o grupo Auto-Industrial, com 1,8%.
Os títulos do Banif valiam na sexta-feira 0,0014 euros e na quinta-feira tinham estado nos 0,0009 euros - o valor mais baixo de sempre.
[Em atualização]

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