sábado

A Gaiola Dourada - de Ruben Alves -

Nota prévia: É sempre interessante rever esta comédia franco-portuguesa filmada no Douro e em Paris e que é uma homenagem ao realizador português que, um dia, teve de sair da sua zona de conforto (expressão idiota!! dita por um idiota) e emigrar em busca de uma vida melhor, como, aliás, fizeram os seus pais e muitas gerações de portugueses antes dele. 
- A linguagem, os comportamentos, as acções, as omissões, os gestos, a gastronomia (e os negócios em torno da mesa), a espontaneidade, as esperanças, as pequenas sacanagens no meio laboral e até no seio familiar - com heranças pelo meio (e, claro, muito bacalhau) - é um retrato primoroso do que foi a emigração de portugueses pouco qualificados para os países mais ricos da Europa, designadamente França, e do caldo cultural daí resultante nas décadas de 60 e 70 do séc. XX. 
- Ver a genial Rita Branco e Joaquim de Almeida nos papéis de porteira e trolha - é um hino aquilo que foi o esforço, a privação e a capacidade adaptativa dos portugueses emigrados no estrangeiro. 
- No final, há uma cena que é primorosa, e remete para o Porsche Cayenne a regressar à casa de família, no Douro, com o respectivo atrelado. 
- E é aqui que alguns caem da cadeira...
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Entrevista ao realizador, aqui. 

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