quarta-feira

Cavaco: o (des)arrependido

Nota prévia: Financiado em todas as campanhas eleitorais pelo seu amigo do BES, que hoje finge desconhecer, Ricardo Salgado, figura tutelar de Dias Loureiro (BPN e ex-conselheiro de Estado), Oliveira e Costa (BPN, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), Arlindo de Carvalho (ex-ministro da Saúde) e tutti quanti - Cavaco não hesitou em excluir os eleitores de partidos de que desgosta e, assim, ao torpedear a democracia, tem o topete de falar em interesse nacional, que é um sistema intelectual de justificação para disfarçar ódios pessoais e excluir do poder e da possibilidade de governação quem não gosta.

- Na prática, Cavaco nunca foi um cultor da democracia pluralista, convive até mal com ela, nunca censurou quem esbulhou o Estado e os contribuintes - via BPN - e aposta, sob a bandeira da tradição e da continuidade de "mais do mesmo" austeritário representado pela Paf, para, em fim de mandato e com os seus poderes constitucionais diminuídos, trucidar A.Costa e dividir o PS e, de caminho, colocar num gueto o PCP e o BE. E é a isto, que é um crime democrático, que cavaco designa de interesse nacional. 

- De facto, os nomes cada vez mais não correspondem às coisas nomeadas, e é neste cinismo cavaquista, que já começou a ser desmontado por Marcelo (candidato a Belém) quando este afirmou que não porá uns portugueses contra os outros, que radica a semântica de Belém que tudo faz para continuar a andar ao colo com o Passos e Portas, porque entende que essa é a única via de marginalizar uns portugueses em favor doutros (mais do seu agrado), os quais, aliás, encontram-se hoje em minoria no quadro da composição parlamentar.
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Cavaco não está arrependido de nada do que disse. E recusa ter feito um discurso de "seita ou partidário". Sexta-feira volta a falar
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