quarta-feira

Evocação de Maria de Lourdes Pintasilgo

Nota prévia: É útil depurar a memória e recordar quem foi Maria de Lourdes Pintasilgo e o que, em meros cinco meses, conseguiu fazer em prol dos portugueses. Talvez mais do que o PS e PSD (mais o apêndice, cds) em 40 anos de democracia partidária em Portugal. Um facto, uma constatação que suscita uma terrível meditação. 
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Ramalho Eanes conta porque nomeou Pintasilgo para primeira-ministra há 36 anos, Link

 Há 36 anos, no verão de 1979, Portugal viveu dias de grande agitação e incerteza política. A jovem democracia portuguesa recuperava da primeira intervenção do Fundo Monetário Internacional [FMI], quando o já falecido militante social-democrata Carlos da Mota Pinto se demitiu do cargo de primeiro-ministro.
Pela terceira vez em menos de um ano, Ramalho Eanes optou por nomear um Executivo de iniciativa presidencial, capaz de gerir o país até às eleições legislativas que se iriam realizar em dezembro desse ano; a Aliança Democrática de Sá Carneiro e Amaro da Costa venceu essas eleições.

AS RAZÕES DE EANES


Expresso perguntou ao ex-Presidente porque escolheu Maria de Lourdes Pintasilgo para chefiar o V Governo Constitucional. E ficámos a saber que foi “pela sua personalidade, ética e carácter. Quando o carácter é mau, os resultados são negativos”. E também porque Pintasilgo era uma mulher conhecida nos meios internacionais, sobretudo nos movimentos católicos onde militava desde muito jovem, e com provas dadas em matéria de qualidades de chefia.[...]
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