sexta-feira

António Costa em entrevista



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- António Costa é um jurista arguto, um político experimentado, com vasto currículo governamental. Faz política desde que gatinha. Além disso, é candidato a PM de Portugal. 
- Perante a pergunta "envenenada" de Judite de Sousa, ontem na tvi, se iria visitar de novo o seu amigo Sócrates a Évora, ele só disse exactamente o que tinha de dizer: confia na justiça, no estado de direito, na presunção de inocência até trânsito em julgado e que não tinha mais nenhuma visita agendada para Évora. - Ser político também é isto, deixar a paixão e as emoções em casa, e colocar os interesses do partido, do candidato a PM pelo PS e, já agora, do país acima de questões particulares - ainda que o caso de Sócrates tenha, naturalmente, uma grande e complexa dimensão política. 

- António Costa, na sua entrevista d´ontem à tvi, mostrou não apenas alguma preparação técnica, dominando os detalhes das medidas sociais e económicas que pretende aplicar caso seja PM, como também, e acima de tudo, revelou estar preparado para poder não ser bom, e para usar ou não a bondade conforme a necessidade, seguindo a boa e real escola florentina.

- Ou seja, foi tão prudente que soube fugir à deslealdade duma amizade política que o liga inevitavelmente a Sócrates, e, demonstrando essa habilidade política e discursiva, provou saber escapar à infâmia daqueles vícios sem os quais dificilmente se pode salvar o Estado. 

- Numa palavra, e seguindo de perto a cartilha do florentino Nicolau Maquiavel, cuja lição conhece bem, porque a aplica há muito, Costa soube ser raposa para se defender das armadilhas, e leão para amedrontar os lobos. 

- Veremos como esta dinâmica é funcionalizada em termos socioeleitorais até Outubro. 

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