quarta-feira

A tragédia europeia - por Luís Meneses Leitão


Estava escrito nas estrelas que a irresponsabilidade na gestão da zona euro só poderia conduzir a uma vitória eleitoral do Syriza na Grécia, a que provavelmente se seguirão o Podemos na Espanha, a Frente Nacional em França e o UKIP no Reino Unido. Os diversos países europeus vão sucessivamente cair nas mãos de partidos radicais, com ideologias muito diferentes mas que têm em comum uma rejeição profunda do consenso europeu. Neste enquadramento até se compreende o apoio de Marine Le Pen a Alexis Tsipras. Os extremos tocam-se se estiver em causa o combate a um inimigo comum. A dúvida é se esse inimigo é capaz de se defender. Ora a recente homenagem de Merkel a Barroso faz presumir que a política europeia continuará a ser exactamente a mesma, apesar dos sinais positivos que Draghi tem enviado.


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Obs: Medite-se nesta análise realista que hoje tolhe a Europa. Tolhe-a a ponto de a destruir - se o directório alemão de que o desertor Barroso foi o guarda-livros - não conhecer uma imediata inflexão das políticas europeias, em especial no que concerne ao modelo de desenvolvimento para a globalidade da Europa. Hoje reduzido ao saque fiscal e à austeridade que dona Merkel manda o seu mordomo executar neste cone Sul restante da Europa, onde a terra finda e o mar começa... 

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