terça-feira

Durão:o "merecido" homenageado pela madrinha Merkel

ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS



Sabe-se que Durão Barroso abandonou o Governo português porque entendia que este (O SEU GOVERNO!!) era pequeno demais para as suas ambições pessoais e políticas, e achou que a Europa, ou melhor, a Comissão Europeia seria o seu maná. De certo modo acabou por ser, só que com efeitos colaterais por toda a Europa, ou seja, após ter-se alçado ao poder da eurocracia - enquanto fingia que apoiava António Vitorino para o cargo - o desertor do Governo nacional intrigava acerca do melhor modo de se fazer eleger, isto após ter facilitado uma guerra dos EUA ao Iraque por causa da existência dumas armas (químicas!?) que, afinal, nunca existiram e em resultado duma ocupação do território que só despertou o ódio fundamentalista dinamizado pelo terror dirigido ao Ocidente, sem resolver nenhum dos problemas preexistentes de segurança na região. O Iraque, hoje, é aquilo que se sabe: uma terra sem governo nem administração e um campo de batalha para experimentalismos terroristas - que dali planeiam e concebem acções de terrorismo para levar a cabo em capitais europeias. Tem sido assim nos EUA, em Espanha, mais recentemente em Paris...

Mas as proezas de Barroso, que farão dele um "merecido" homenageado por Merkel, não se ficam por aqui, já que o desertor serviu fielmente as posições germânicas na Europa, em regra contra os interesses legítimos da Europa do Sul, incluindo Portugal, hoje escrava das políticas austeritárias ditadas por Merkel e executadas anti-socialmente pelo seu governador no extremo Sul da Europa: Passos. O mesmo que deseja(ria) ver o desertor Barroso para Belém!!!

Temos assim  um Barroso a favor duma guerra dos EUA ao Iraque sem sentido, que não resolveu nenhum dos problemas de segurança internacional, agudizados com o terrorismo jihadista (que corta cabeças em directo a jornalistas anglo-saxónicos e nipónicos), antes os agudizou; executou a mais grave política de austeridade que empobreceu os países do Sul, destruindo o seu tecido produtivo e fragmentando a coesão social; fez disparar a taxa de desemprego para os 18%, uma brutalidade nunca antes vista em Portugal; e expulsou do país cerca de meio milhão de portugueses por estes não conseguirem encontrar um projecto de vida digno no seu próprio país. Eis o legado, directo e indirecto, de Barroso na Europa. Um verdadeiro massacre social e no modelo de desenvolvimento!!!

Para ajudar à festa, o contributo de Barroso para a Europa foi o de permitir que a Comissão se convertesse num mero porta-vox oficioso das políticas alemãs, a ponto de todo o conjunto inter-institucional da União Europeia se ter transformado numa pseudo-federação de papel, em que os tratados, as instituições e as suas normas passaram a ser letra morta, apenas valendo os desejos, a vontade e os projectos do poderoso directório alemão. Um caldo de cultura que gerou a Grécia do Syrisa que conhecemos hoje, e só não o é em Portugal porque os 40 anos de salazarismo tornaram os portugueses mansos e bloqueados na sua capacidade de reclamar por um projecto nacional digno, próspero e democrata.

Se calhar é por este conjunto de razões que Merkel terá razão, ou razões, para homenagear o seu porta-vox oficioso, afinal, foi ele que, durante uma década, zelou pela intensificação das exportações alemãs, zelou pelo crescimento do emprego e da riqueza na Alemanha, zelou pela exportação de BMWs e Mercedes na Europa e no mundo e, também, razão não menos relevante, empobreceu estruturalmente o país cujo governo chefiava e semeou na Europa as sementes do ódio dos gregos, e de muitos "outros gregos" pela Europa de Merkel - e do seu guarda-livros - à frente da Comissão europeia na pior década de que há memória na construção europeia do pós-II Guerra Mundial. 

Eis o conjunto de razões, factos e de circunstâncias que fazem do desertor Barroso o "homenageado merecido" de Merkel. Nada que Cavaco já não o tivesse feito. 

Sabe-se lá com que intuitos...

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