segunda-feira

NARRATIVAS POLÍTICAS ALCOOLIZADAS. A QUEDA DO GOVERNO




Confesso hoje já ter mudado de ideias quatro vezes:

- Pensei que o PR ia convocar o Conselho de Estado que o iria aconselhar, em face dos escândalos que tornam portugal ingovernável, a dissolver o Parlamento e a demitir o Governo - já que este não tem essa dignidade;

- Depois pensei que as duas garrafas de vinho que o sr. pallos - ex-director do SEF (tutelado pelo MAI) - admitiu ter recebido do seu gentil amigo, Figueiredo, o dos Registos e Notariado (tutelado pela Justiça) - conduzisse a esse desfecho;

- Uma terceira via, revelando que, afinal, Portugal ainda não está completamente alcoolizado - e se encontra naquela fase de meio termo - danças exóticas e de quero falar várias línguas, incluindo o manda$$$im,  porque sim, poderia finar-se com uma queda da cadeira por parte de Cavaco, à semelhança de um seu antecessor muito conhecido, que também fez escala em S. Bento - durante quase meio século... Ora, Cavaco já está no poder, de forma ininterrupta, há mais de 30 anos;

- Uma quarta hipótese, igualmente credível, assenta na ideia de consolidar a queda do Governo na credibilidade funcional e logística da PJ, dado ter sido esta Polícia que, de facto, descobriu um procedimento estranho por parte do SIS na relação com o sr. Figueiredo, esse grande empreendedor de Tabuaço e que, segundo consta, também produz vinho!!!

Como ainda não se atingiu o grau de bebedeira plena, formulado nas seguintes frases: sou rica, tô bem, tô bem, quero e dá, quero dá, será de admitir que a queda do Governo poderá ocorrer por uma qualquer outra minudência: um espirro de dona Maria de Belém por causa dum ácaro chamado silva; a descoberta duma traição recente de dona Laura de Massamá; que a Comissão de Inquérito aos submarinos revele afinal, que Paulinho Portas tem medo do mar e nunca andou de barco ou que, afinal, o rei vai nú e que o grande problema que afecta hoje Portugal já não reside apenas em S. Bento, mas está fundeado em Belém.

Com a agravante de a Constituição da República Portuguesa - não facultar grandes meios aos portugueses para deporem o actor que ainda lá se encontra, quiça à espera que a história também lhe conceda um visto dourado que o imortalize. 

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