quinta-feira

Banalização da morte sob a barbárie do terrorismo islamita


É revoltante e, ao mesmo tempo, paralisante a forma como a morte bárbara nos chega através das imagens. Já não só por via da televisão, fonte principal pela qual era servida a morte nos vários teatros de operações, da Ucrânia ao Médio Oriente; agora a morte bárbara, feita de tiros na nuca a pessoas (civis) com as mãos atadas atrás das costas e de forma massiva, irrompe-nos pelo écran do computador, como se se tratasse dum simples videoclip que vemos e ouvimos em puro divertimento. 

É brutal esta revolução na forma de conceber, fazer e ver a morte em imagens brutais, como se de um simples concurso se tratasse. A facilidade e a velocidade e escala com que ela é operacionalizada, e de forma filmada e jogada em tempo real nas redes sociais, como se fosse prémio atribuído aos carrascos, opera como que uma revolução copernicana que alimenta o terrorismo globalitário contemporâneo.

É certo que ao tempo das guerras coloniais - no séc. XX findo - matava-se para se sobreviver, mas muitos daqueles que o faziam regressaram às metrópoles traumatizados, nunca conseguindo recuperar a sua saúde mental ou condição física de partida para a guerra ordenada pelo ditador a fim de defender o Império - que acabou por ruir.

Hoje, ao invés, os jihadistas fundamentalistas (ou terrorismo islamita) matam por prazer, de forma gratuita, julgando que esses actos bárbaros lhes abrem o caminho para o paraíso.

Com efeito, tratam-se de crimes contra a Humanidade que, a seu tempo, deverão ser julgados e punidos severamente os seus responsáveis.

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