terça-feira

Ricardo Salgado recebe doutoramento honoris causa


Salgado recebe doutoramento Honoris Causa pelas mãos do Reitor do ISEG, António Cruz Serra, por serviços prestados à cultura, à ciência e à economia.

Salgado recebe doutoramento Honoris Causa



Aproveitou por elogiar Mário Soares por nos anos 80 ter reaberto o país à iniciativa privada, que permitiu o regresso da família Espírito Santo a Portugal.
Ricardo Salgado elogiou o facto de o BES ter hoje a maior capitalização bolsista na banca cotada e de ter sido o primeiro a regressar aos mercados após o resgate.
"Hoje em dia não se pode falar de emprego e crescimento sem ter conta uma visão estratégica sobre o que se passa no mundo", disse defendendo a internacionalização. Elogiou o papel do BESI na internacionalização do banco.
"Agrada-nos muito ter contribuído para o aumento das exportações portuguesas", disse.
Ricardo Salgado reforçou o papel do Estado no equilíbrio das finanças públicas para poder reduzir a austeridade ao mínimo e promover o crescimento económico". O banqueiro realçou ainda a importância da União Bancária.
Finalmente elogiou o papel do ISEG, presidido por João Duque, no conhecimento.
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Obs: É sabido que o BES teve e tem uma grande importância no tecido económico nacional, no universo do apoio às PMEs, aos particulares e às grandes empresas. Cerca de 20% do mercado era do grupo (agora deve estar reduzido a metade, ou menos).
Por isso, imagino que seja de grande proveito e de especial sabor este reconhecimento institucional/universitário ao banqueiro caído em desgraça, mormente por motivos de natureza psicológica e emocional, pois quando todos abandonam o barco o conforto deste reconhecimento encontra um conforto especial.
No entanto, recordo aqui que no exacto dia em que o CEO do BPP, João Rendeiro (o banqueiro que, afinal, ainda é funcionário público), lançou o seu livro para demonstrar a receita do seu sucesso, titulado - a história de quem venceu nos mercados - foi no momento em que o BPP se revelou uma autentica fraude deixando centenas de clientes "pendurados" com os seus depósitos irrecuperáveis e a que aquele banco deu outro destino, à revelia da vontade e conhecimento desses mesmos clientes.
Com isto não se pretende misturar situações, mas enquanto a Justiça não funcionar em Portugal e não conseguir apurar a legalidade questionada por inúmeras operações e ligações que envolvem Ricardo Salgado (e o BES) - o sentimento generalizado do povo é o de considerar todos uns corruptos que se enchem à custa de negócios lesivos para o Estado cujos prejuízos eram e são depois suportados pelas populações mediante impostos crescentes.
Enquanto tivermos esta Justiça medíocre e ineficaz a impunidade tenderá a aumentar e, com ela, o sentimento de desconfiança e de insegurança em relação às instituições(políticas, financeiras e judiciais), o que não augura nada de bom para a democracia política, económica e social em Portugal.
Já não é só a banca, ou alguma dela, que faz negócios fraudulentos à sombra do erário público (PPPs, contratos Swaps, etc..), são também as instâncias judiciais cuja eficácia na acção já ninguém acredita.
E se assim é, é legítimo perguntar para que se pagam (tantos) impostos?? 
Certamente, não será para promover a corrupção ao mais alto nível nas cúpulas das instituições em Portugal!!!
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