domingo

Marcelo Rebelo de Sousa: um desafio político e epistemológico chamado Durão barroso - a face europeia da AUSTERIDADE do XIX Governo (in)Constitucional


Começa já a haver demasiados candidatos presidenciais, a mais de 1 ano do acto eleitoral, para a oferta disponível. Guterres, o mais credível de todos os nomes possíveis para o lugar, ainda nem sequer se pronunciou.


O que é lamentável é Durão Barroso, que alguma ideia deverá fazer de si próprio para compreender quão medíocre e oportunista tem sido a sua prestação sociopolítica nesta Europa em cacos, ainda ter a veleidade de começar a pontilhar o terreno para se perfilar à corrida a Belém. 

Contando, para o efeito, com os suspeitos do costume: um Cavaco conivência com uma atitude criminosa de um governo medíocre e desnorteado só barrado pelos impedimentos decididos pelo Tribunal Constitucional; e um governo medíocre grato aos favores administrativos bruxelenses de Barroso que, afinal, se traduziram em mais e mais austeridade paga com o lombo e os ossos dos portugueses, não com as reformas douradas de barroso, cavaco & comp.ª


Quanto ao trajecto politico-ideológico de Durão Barroso é algo do outro mundo e que se pode sublinhar no seguinte carrossel oportunista: de ex-maoista e MRPP a social-democrata e a cultor da ditadura salazarenta.

Neste quadro policromático, que extravasa qualquer pensamento político linear, a emergência do factor "cherne" na polis lusitana constitui, simultaneamente, o grande desafio político e epistemológico às intenções políticas futuras de Marcelo Rebelo de Sousa, bem como à génese da sua análise política. 

Por um lado, Barroso disputa com Marcelo a mesma base de apoio sociopolítica: o centro-direita, além de beneficiar do apoio de todo o establishement - de S. Bento a Belém; por outro, Marcelo terá de ser cuidadoso na análise das intenções de Barroso (e doutros candidatos a Belém), pois a circunstância de Marcelo ainda não se ter declarado "candidato-a-candidato" - inibe-o de grandes análises, e se não tiver cautelas acabará por "meter a pata na poça", como diria o saudoso Raul Solnado, e dirá mais do que pretende dizer. Ou seja, espalhar-se ao comprido.

É dentro deste colete-de-forças que importa ver como é que hoje o "analista-candidato-a-candidato" a Belém, Marcelo Rebelo de Sousa, descalça esta bota: por um lado, terá de qualificar as enormidades propagandísticas de barroso no liceu Camões sem se posicionar a Belém; por outro lado, terá de o fazer sem dar conta que compete directamente contra ele ou disputa já a corrida ao Palácio Rosa.

Veremos se é hoje que Marcelo sai da toca e assume de vez aquilo que lhe vai na alma... 
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