domingo

Durão Barroso - de ex-maoista e MRPP a social-democrata e a cultor da ditadura salazarenta. Trajecto curioso (oportunista)

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in Jumento - 



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Obs: Foi particularmente feliz, porque assertiva, a confecção da imagem e a análise da Semanada feita pelo Jumento esta semana. Por isso,  chamo aqui a atenção para ela. 

Contudo, noto uma singularidade nos métodos de campanha eleitoral nos nossos dias. Ou seja, era prática corrente começar a fazer-se campanha eleitoral uns 2/3 meses antes do acto eleitoral se realizar; agora, com a ânsia de barroso marcar a sua pole-position para as presidenciais (pois é disso que estamos a falar) - o processo de sedução eleitoral inicia-se a mais de 1 ano de distância. 

Esta circunstância, de per se, já é grave, pois usa e abusa dos tempos de antena e da paciência dos cidadãos que, cada vez mais, estão distantes da política e dos políticos; por outro lado, barroso fez dois medíocres mandatos à frente da CE, enfraqueceu o poder da Comissão perante a hegemonia germânica, deixou cilindrar o pilar solidarista da Europa (em cacos) em nome de um directório que agora o rejeitou (leia-se, Merkel); e permitiu, em 2004, juntamente com Aznar, Blair e a nódoa de G.W.Bush -  desencadear uma guerra ao Iraque a pretexto da existência de armas químicas que, de facto, nunca existiram no país de Sadam Hussein. 

Barroso tudo sacrificou à sua ambição e vaidade pessoais. Para ele todos os meios justificam os fins. Nesse sentido, é um actor político medíocre e maquiavélico. Alguém em quem não de pode CONFIAR.

Ou seja, Barroso, apesar de parece ser um vencedor no palco da política, perdeu em toda a linha na sua acção política: 1) foi o 1º desertor em regime democrático, o que poderá ser configurado como crime de traição à pátria e infidelidade ao Estado português - que servia ao mais alto nível; 2) ajudou a fomentar uma guerra no Médio Oriente - servindo de mordomo na Base das Lajes - para facilitar a vida aos EUA de G.W.Bush; 3) desvitalizou o poder funcional da CE - deixando a Europa entregue aos interesses superavitários da balança comercial da Alemanha de Merkel, etc...

E como se toda essa desgraça social, política, institucional não bastasse - é o mesmo Barroso medíocre que se arrasta em campanha eleitoral no Liceu Camões tecendo loas ao ensino ministrado durante a ditadura salazarenta. 

Vejamos o percurso deste camaleão político: de maoista e da extrema esquerda transitou para a social-democracia e, agora, com as eleições presidenciais em mira, não se coíbe de evocar uma faceta da educação da ditadura pestilenta de Oliveira Salazar para sobrelevar tudo o resto. Ou seja, de ex-maoista e de MRPP - regressa ao caldo cultural da ditadura de Salazar.

Barroso é não só um político medíocre como também, parafraseando Garcia Pereira relativamente a outro actor menor da nossa polis, um "escarro da democracia". 

Pelo que deverá ser rejeitado por ela. 




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